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O ambiente externo manteve viés de cautela ao longo desta quinta-feira (26), com o petróleo em alta reforçando preocupações sobre oferta e pressão adicional sobre preços globais. As tensões geopolíticas seguiram no radar e contribuíram para o movimento defensivo dos investidores, enquanto bolsas em Nova York e na Europa encerraram em queda.
O dólar e os rendimentos dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano) avançaram no fechamento, refletindo a busca por proteção em um cenário de incerteza prolongada.
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No Brasil, o Ibovespa acompanhou o tom negativo global e recuou 1,45%, aos 182.733 pontos, mesmo parcialmente amparado pelo desempenho positivo das ações ligadas ao petróleo.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de março veio mais forte do que o esperado, com melhora apenas marginal nos serviços, que seguem em ritmo elevado, enquanto o avanço de alimentação no domicílio respondeu pela maior parte da pressão no mês —movimento que mantém a inflação acumulada em nível ainda desconfortável.
A curva de juros futuros fechou em alta, refletindo tanto o quadro externo quanto a leitura local de inflação. No câmbio, o dólar avançou 0,69%, cotado a R$ 5,26, acompanhando o fortalecimento global da moeda americana.
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