O café, bebida amada por milhões de brasileiros e parte essencial da cultura nacional, tem enfrentado uma alta considerável nos preços desde o ano passado. Essa elevação, que já impactou o bolso dos consumidores, é resultado de uma série de fatores que vão desde questões climáticas até o aumento do consumo global
O preço do café nos supermercados vem subindo de forma constante, com uma alta acumulada de 37,4% em 2024, segundo o IBGE. Essa elevação já afeta o orçamento das famílias brasileiras e a tendência é que os preços continuem a subir nos próximos meses.
O Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, enfrentou em 2024 uma seca e altas temperaturas que afetaram a produção, reduzindo a oferta e elevando os preços. Além disso, problemas como geadas e ondas de calor têm afetado as lavouras nos últimos anos, comprometendo a produção e pressionando os preços para cima.
A valorização do dólar frente ao real tornou o café brasileiro mais competitivo no mercado internacional, aumentando as exportações e reduzindo a oferta no mercado interno. Com a maior demanda externa, os estoques de café no Brasil diminuíram, o que contribuiu para a alta dos preços
O aumento nos custos de transporte e armazenamento, impactados pela pandemia e pelos conflitos geopolíticos, também contribuiu para a alta no preço do café. O transporte marítimo, principal meio de exportação do café brasileiro, enfrentou aumento nos preços de fret e e escassez de contêineres, elevando os custos de logística e impactando o preço final do produto.
Enquanto os preços do café seguem em alta, os consumidores podem adotar algumas estratégias para economizar: comprar café em grãos, adquirir sementes e cultivá-lo, além da compra do pó solúvel são algumas das opções viáveis para quem não quer ficar sem a bebida.