Nesta quarta-feira (2), o mundo parou para acompanhar o anúncio do presidente americano, Donald Trump, sobre as novas tarifas para os todos os produtos estrangeiros que entram nos Estados Unidos.
O Brasil recebeu a alíquota mínima de 10%, enquanto China, Europa, Vietnã e Cambodja ficaram com taxas mais agressivas de até 49%.
Além de elevar as tensões comerciais entre os países, as medidas protecionistas, que entram em vigor a partir desta quinta-feira (2), devem alterar a dinâmica do dólar nas próximas semanas.
Para André Valério, economista sênior do Inter, se a economia americana absorver bem o choque das tarifas, com baixo impacto na atividade econômica e na inflação, a tendência é que a divisa americana se aprecie.
Do contrário, o dólar poderá enfraquecer frente às outras moedas. “Se o impacto das tarifas for extenso, criando incertezas e desaceleração da economia, ao passo em que os Estados Unidos se isolem do resto do mundo, a tendência é observar a continuidade do movimento de depreciação do dólar“, diz Valério.