Em janeiro de 2025, a Abra, controladora da Gol (GOLL4), e a Azul (AZUL4) firmaram um memorando de entendimento com o objetivo de “explorar uma combinação de negócios das duas companhias aéreas no Brasil”.
Em entrevista ao Estadão/Broadcast, o diretor financeiro da Abra, Manuel Irarrázaval, afirmou que, em fevereiro e março de 2025, as empresas entregaram informações de suas operações ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A notificação oficial ao órgão deve ocorrer antes do fim do Chapter 11, processo de recuperação judicial da Gol nos EUA. Depois disso, o Cade terá 330 dias para analisar o negócio.
De acordo com Irarrázaval, as empresas não farão nada para acelerar o processo e estão confiantes na aprovação pelo Cade. “A sobreposição (de rotas) entre as duas empresas não é tão significativa. Elas são muito complementares”, diz.
Sobre as passagens, Irarrázaval destacou que, além da competição entre as companhias, fatores como combustível e tarifas de aeroportos influenciam nos preços cobrados.
Se a combinação de negócios for concretizada, Azul e Gol manterão seus certificados operacionais segregados sob uma única entidade listada. Outras áreas devem ser integradas para ampliar oportunidades e oferecer mais produtos aos clientes.