Conforme o Mapa da Inadimplência do Serasa, em junho de 2025, o país registrou um crescimento no número de inadimplentes, alcançando 77,8 milhões de pessoas com o nome negativado, um avanço de 1,04% em relação a maio.
Guardar dinheiro vai muito além de simplesmente juntar valores: é uma forma de se proteger contra imprevistos, ter mais tranquilidade no dia a dia e alcançar objetivos no futuro.
Para muitos brasileiros, o desafio de organizar a vida financeira começa com uma dúvida comum: é possível ou até recomendável guardar dinheiro mesmo quando se está endividado?
A resposta, segundo especialistas ao blog Bora Investir da B3, não é única. Tudo depende do tipo de dívida e dos juros envolvidos.
“Se for uma dívida com juros altos, como cartão de crédito ou cheque especial, o melhor caminho é focar em quitar o quanto antes”, orienta Brenno Domingos, planejadores financeiros, sócio da GT Capital.
Isso porque essas dívidas costumam crescer rapidamente devido aos juros compostos, que, nesse caso, atuam contra o devedor.
Por outro lado, em situações onde o endividamento tem juros mais baixos, como financiamentos imobiliários ou de veículos com taxas prefixadas abaixo da Selic, pode ser vantajoso seguir com o pagamento das parcelas.
A recomendação, de forma geral, é sempre comparar o rendimento líquido de um eventual investimento (já descontados impostos e taxas) com o Custo Efetivo Total (CET) da dívida. Se o CET for superior, quitar o débito é a melhor escolha.