Em 25 de junho de 2009, o mundo perdeu uma de suas maiores estrelas. Michael Jackson, aos 50 anos, faleceu pouco antes de retornar aos palcos com a aguardada turnê “This Is It”.
Por trás do brilho e das expectativas, o cenário financeiro deixado pelo astro era alarmante: segundo registros judiciais divulgados em 2024, suas dívidas acumulavam mais de 500 milhões de dólares, com muitos desses débitos acompanhados por juros altíssimos.
A reviravolta começou com a nomeação de John Branca, advogado com longa história ao lado de Jackson, e do experiente executivo musical John McClain. Juntos, eles assumiram a missão de reerguer o espólio.
Com autoridade total concedida pelo testamento do cantor, Branca e McClain passaram a renegociar contratos, cortar gastos e enfrentar ações judiciais complexas.
O mercado musical, que antes alimentava suas dívidas, passou a ser usada de forma estratégica. Grande parte da reestruturação veio da valorização dos direitos musicais associados a Jackson e sua participação na Sony/ATV, que incluía músicas de artistas lendários, como os Beatles.
MJ não era apenas um cantor, ele era uma marca global, e essa identidade foi explorada com inteligência. A sua imagem continuo presente em documentários, produtos licenciados, colecionáveis e plataformas digitais, o que continua a gerar receitas ano após ano.
Mais de uma década após sua morte, o espólio de Michael Jackson é avaliado em cerca de 2 bilhões de dólares. Essa virada extraordinária demonstra como uma gestão habilidosa e uma marca forte podem reverter até os piores cenários.