Ouro? Prata? Do que realmente são feitas as medalhas olímpicas de Paris 2024

Em Paris 2024 milhares de atletas de todo o mundo estarão disputando um lugar no pódio no maior evento esportivo do planeta. Mas afinal, as medalhas são realmente feitas de ouro, prata e bronze?

Considerado uma reserva de valor durável e com liquidez internacional, o ouro é um investimento para momentos de crise. Todavia, cara e pesada, uma medalha 100% de ouro seria inviável financeiramente.

Nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, as medalhas de ouro pesavam 500 gramas, tendo basicamente um núcleo de prata banhado de metal dourado.

No espírito de sustentabilidade daquelas Olimpíadas, 30% da prata vinha de materiais reciclados como resíduos de solda, restos de espelhos e chapas de raio-X. Tudo devidamente descontaminado, é claro.

Já 40% do cobre da liga de bronze (95% cobre, mais 5% de zinco) eram sobras da própria Casa da Moeda do Brasil, responsável pela produção das medalhas.

Na mesma pegada, as medalhas de Tóquio 2020 foram feitas de materiais eletrônicos reciclados doados pela população japonesa, resultando em 30,3 kg de ouro, 4,1 t de prata e 2,7 t de bronze.

Cada medalha daquela edição pesava 556g, sendo 6 gramas de ouro e o resto de prata. Só o valor dos metais somariam algo em torno de US$ 1 mil (o ouro hoje é 75 vezes mais caro que a prata).

As medalhas em disputa em Paris 2024 foram desenhadas pela joalheria Chaumet do grupo LVMH, seguindo padrões estabelecidos pelo COI e vêm incrustadas com um pedaço de ferro da torre Eiffel.