Desde a campanha presidencial, Donald Trump reforça uma política protecionista, isto implica numa estratégia econômica para fortalecer os produtores nacionais da concorrência estrangeira.
O Brasil ganhou a tarifa mínima de 10% para as importações brasileiras, já outros países receberam as chamadas tarifas recíprocas, ou seja, equivalentes à metade da média que cada nação cobra sobre produtos americanos.
Para os investidores, o momento é de atenção redobrada. As decisões comerciais de Trump não afetam apenas as grandes economias, mas traz reflexos práticos nas carteiras de investimentos.
Segundo Lucy Aparecida de Sousa, do Corecon-SP, ações de empresas que exportam para os Estados Unidos devem ser afetadas. É aconselhável permanecer em títulos e fundos de renda fixa.
O investidor deve evitar exposição direta ao dólar e a empresas muito endividadas, aponta Gianluca Di Matina, da Hike Capital.
No mercado acionário, Gianluca diz que é bom ficar longe de companhias ligadas ao setor industrial, como aço, alumínio, grãos, semicondutores, automóveis e fármacos.