O cobre para dezembro encerrou em alta de 2,56%, a US$ 4,6315 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex). Na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses subia 3,66%, a US$ 10.004,50 a tonelada, às 14h21 (de Brasília).
A ata da mais recente reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) confirmou os planos da instituição de começar o ciclo de redução de compras de ativos já este ano. Como resultado, o dólar se desvalorizou acentuadamente, o que forneceu suporte a commodities, ao torná-las mais baratas e, dessa forma, mais atraentes.
Investidores também monitoraram dados de inflação das principais economias do globo. Hoje, o Departamento de Trabalho dos EUA informou que o índice de preços ao produtor (PPI) subiu 0,5% em setembro ante agosto. O resultado veio abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam aumento de 0,6%.
Na LME, o zinco se destacou durante toda a sessão e, no horário em questão, saltava 3,56%, a US$ 3.522,50 por tonelada. O movimento reflete incertezas sobre a oferta, depois que a belga Nyrstar anunciou que vai cortar pela metade a produção em três de suas instalações europeias devido ao recente avanço dos custos de energia.
O Commerzbank enxerga riscos ao equilíbrio do mercado. “Se a produção fosse reduzida por um período prolongado, isso provavelmente teria um grande impacto no mercado de zinco, que então, sem dúvida, ficaria seriamente com falta de oferta”, afirmou o banco em relatório.
Entre outros metais negociados na LME, a tonelada do alumínio avançava 1,76%, a US$ 3.122,00, a do chumbo ganhava 1,94%, a US$ 2.289,00, a do níquel aumentava 2,34%, a US$ 19.360,00 e a do estanho se elevava 2,13%, a US$ 3.522,50.