Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre com entrega prevista para dezembro recuou 1,14%, a US$ 4,3230 por libra-peso. Já a tonelada do cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) tinha baixa de 0,85%, a US$ 9.487,00, às 15h41 (de Brasília).
O fortalecimento do dólar no exterior diminui a demanda por commodities cotadas na moeda americana como o cobre, pois as tornam mais caras a investidores que negociam com outras divisas. Além da forte alta do CPI americano, a queda nos pedidos semanais por auxílio-desemprego nos EUA também foi acompanhada pelo mercado cambial.
“Inflação mais alta e o fortalecimento do mercado de trabalho tendem a ser positivos para o dólar”, uma vez que eleva as especulações de que o Federal Reserve (Fed) possa acelerar seu processo de normalização da política monetária ao subir os juros básicos e antecipar o término das compras de bônus, segundo explica o analista Joe Manimbo, do Western Union.
O cenário para metais básicos não foi de todo negativo nesta quarta-feira, porém, diante da possibilidade de que a China relaxe restrições para que empresas imobiliárias locais emitam títulos em moeda local, destaca o TD Securities, em relatório. “Como as coisas estão, o setor continua a pesar sobre a demanda por metais básicos, mas uma redução da carga regulatória pode oferecer suporte ao longo do tempo”, diz o banco de investimentos.
Entre outros metais negociados na LME, no horário citado, a tonelada do alumínio subia 0,35%, a US$ 2.571,00, a do níquel tinha alta de 0,85, a US$ 19.610,00, a do chumbo se elevava 0,26%, a US$ 2.342,00, e a do zinco ganhava 0,12%, a US$ 3.280,00. Na contramão, a do estanho cedia 0,67%, a US$ 37.150,00.