Na Europa, os mercados acionários também operaram no campo positivo e com fôlego limitado e as moedas da região seguem em baixa. A melhora nas bolsas dos EUA repercutiu nos mercados europeus, que reverteram o quadro negativo do início do pregão, provocado pela piora da pandemia de covid-19 e consequentes restrições à atividade no continente.
Na China, a Bolsa de Xangai subiu com a decisão do Banco Povo da China de manter os juros inalterados. O preço do petróleo também foi prejudicado pelo quadro da crise sanitária na Europa, mas a commodity passou a registrar leve ganho no início da tarde.
No Brasil, os investidores esperam uma definição sobre a PEC dos Precatórios, e aguardam a divulgação do IPCA-15 de novembro, que será importante para ajustar as apostas, no mercado de juros, na reunião do Copom de dezembro. Neste contexto, a Bovespa se anima com a influência externa positiva. A alta dos preços do minério de ferro na China contribuiu para a valorização das ações de siderurgia e mineração e, consequentemente, o avanço de 1,2% do Ibovespa no início da tarde, negociando acima dos 104,2 mil pontos.
No câmbio, o dia é de ajustes técnicos, que descolam o real do comportamento negativo da maioria dos emergentes ante o dólar. A moeda americana negocia em baixa, oscilando na faixa de R$ 5,60 a R$5,50. Na contramão da queda do câmbio, os juros avançam, pressionados pelas incertezas com a tramitação da PEC, em meio ainda da piora nas expectativas para inflação no relatório Focus.