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Comportamento

Dia da Consciência Negra: caminhos para inclusão no mercado financeiro

Especialistas comentam sobre a urgência da diversidade no segmento

Por Isaac de Oliveira

20/11/2021 | 3:50 Atualização: 20/11/2021 | 0:31

Especialistas defendem adoção de ações afirmativas para aumentar diversidade no mercado (Foto: Evanto Elements)
Especialistas defendem adoção de ações afirmativas para aumentar diversidade no mercado (Foto: Evanto Elements)

A Constituição Federal do Brasil descreve o sistema financeiro como uma estrutura para promover o desenvolvimento equilibrado do País e servir aos interesses da coletividade. A chegada de mais um Dia da Consciência Negra, porém, reacende o debate sobre a falta de pessoas negras – a maior parte da população – no mercado financeiro.

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Especialistas ouvidos pelo E-Investidor afirmam que, embora a agenda ESG (boas práticas sociais, ambientais e de governança) esteja em alta, a vertente social (que engloba a diversidade racial) ainda não recebe a mesma atenção que as pautas climáticas e de gênero, presentes nos outros dois eixos.

“As empresas ainda têm dificuldade de assimilar que precisam endereçar a questão do racismo enquanto uma parte das suas agendas ESG, independentemente do segmento, porque estamos falando de um problema social que atinge a maior parte da população. Então, é importante que as empresas entendam o seu papel na perpetuação desse sistema”, afirma Gabriela Chaves, mestra em Economia Política Mundial e fundadora da plataforma NoFront.

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Para a economista, que fundou uma plataforma de produção de metodologias de ensino de finanças pessoais e economia, para grupos em situação de vulnerabilidade, a discussão sobre a presença de pessoas negras no mundo dos investimentos cresceu nos últimos anos, “sobretudo pelo acesso desse público ao mercado de trabalho, através das oportunidades de educação”.

Onde estão os dados?

Uma das barreiras para se dimensionar o cenário racial no mercado de capitais está na falta de informações e dados – ativos indispensáveis para o funcionamento do sistema financeiro.

Embora as fotos de comemoração dos IPOs ou eventos de formação de grandes corretoras normalmente mostrem pessoas majoritariamente brancas, a leitura da diversidade racial no mercado se dá pela observação, e não com base em dados oficiais das instituições públicas e privadas.

A B3, a Bolsa de Valores brasileira, informa que não tem dados sobre raça e etnia no cadastro dos investidores. Atualmente, a empresa tem cerca de quatro milhões de CPFs cadastrados, dos quais 2,9 milhões são de homens e 1,1 milhão de mulheres.

“Anunciamos, no começo do mês, apoio institucional ao Pacto de Promoção da Equidade Racial e outras associações do mercado financeiro fizeram o mesmo. Essa é uma forma de fazermos um movimento coletivo estimulando que as empresas adotem ações afirmativas”, informou a B3.

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Dos três maiores bancos privados do País, em ordem, Itaú, Bradesco e Santander, quando questionados sobre o número de clientes investidores e funcionários negros, apenas o Bradesco respondeu que, de todo o seu quadro de funcionários, 27% são negros. Nos cargos de liderança, o percentual de negros é de 22%.

“Esses números são destaque no setor financeiro e denotam o compromisso que temos com a sociedade frente ao crescimento constante”, afirma a empresa, em nota.

Na esfera pública, a Receita Federal, por exemplo, informa que não tem a pergunta sobre etnia na declaração de Imposto de Renda (IRPF). O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) afirma que não possui dados sobre investimentos, desagregados por cor ou raça.

No maior mercado financeiro do mundo, o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estado Unidos, mostrou em sua Pesquisa de Finanças do Consumidor, de 2019, as disparidades de riqueza “substanciais e de longa data” entre famílias de diferentes grupos raciais e étnicos. Os dados mostram que uma família branca tem oito vezes a riqueza da família negra e cinco vezes a riqueza da família hispânica.

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Aqui no Brasil, o Banco Central (BC) informou que não possui um estudo ou levantamento similar.

CVM quer mais transparência

É provável que no futuro as empresas tenham que dar mais transparência ao público. Isso porque, no ano passado, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão regulador do mercado de capitais, deu um pontapé inicial na revisão do regime informacional das companhias abertas, com o lançamento de uma consulta pública para alterações da Instrução CVM nº 480.

Entre seus objetivos, a CVM quer aprimorar o regime informacional das empresas emissoras de valores mobiliários, com a inclusão de informações que reflitam aspectos sociais, ambientais e de governança corporativa.

Sobre o estágio atual desse processo, a autarquia informou que está analisando as manifestações recebidas e deve editar a norma no curto prazo. O processo, contudo, poderá sofrer resistência, ao menos é o que indicam algumas manifestações que foram apresentadas na consulta pública.

O Instituto Livre Mercado, o Instituto Mises Brasil e o Instituto Liberal, por exemplo, assinaram uma manifestação em que afirmam que “o reducionismo de distinguir pessoas apenas com base em “cor ou raça” é prejudicial aos próprios méritos que a diversidade espontaneamente adotada vem tendo em relação à crescente integração social”.

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Já a Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) destacou, na manifestação, a possibilidade de haver “custos relacionados ao levantamento dessas informações, exigindo certo cuidado na realização de ‘censos’ e no manejo dessas informações pelas companhias”.

A importância da participação popular

Para Henrique Machado, presidente do IREE Mercado, iniciativas como essa da CVM, de dar mais transparência às informações raciais, representam passos concretos rumo à mudança de cenário, mas ele entende que a cobrança é que faz a diferença.

“A B3 e a CVM têm caminhado na velocidade que têm sido cobradas. O nosso regulador propôs e espero que mantenha esses comandos de exigir maior transparência para que o investidor julgue. Aí sim vamos ver o tanto que os investidores precificam ou avaliam as companhias que têm maior ou menor diversidade racial”, diz Machado.

Nos Estados Unidos, a SEC, equivalente à CVM no Brasil, aprovou proposta da Nasdaq de obrigar as empresas a adotarem e divulgarem ações de ampliação de diversidade em seus conselhos de administração.

Mas mudanças como essa carecem de arcabouço legal, para evitar que uma imposição partindo de um regulador não seja questionada e até derrubada judicialmente. “Quanto mais forte for a participação social, a cobrança, mais fortes serão essas decisões por parte dos reguladores e do legislativo, se for o caso de lei ou decreto”, diz Machado.

Produtos e serviços que falem com o público preto

“Quando vou desenhar um produto de investimento faz sentido já na fase um eu já colocar um tipo de investimento de risco, sendo que as pessoas pretas não tiveram acesso anterior a esse tipo de conhecimento?”

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A reflexão é de Fernanda Ribeiro, co-fundadora e CCO (chefe de atendimento ao cliente) do banco digital Conta Black, que planeja entrar no mercado de investimentos em breve. A executiva, pela sua experiência na área, reforça que a mudança racial no mercado precisa ser estrutural.

“A maioria dos meus interlocutores são homens brancos. Estamos em um processo de captação. Quando vou conversar com fundos e sento à mesa, a maioria das pessoas têm esse estereótipo”, compartilha Ribeiro.

A CCO do banco digital, criado em 2019 e com foco no público negro, explica que a mudança precisa ser estrutural, assim com é o racismo no País. E ela defende que isso depende não só da inclusão por meio de ações afirmativas, como também passa por educação e conscientização.

“O negro sempre foi acostumado a viver o curto prazo, por conta de diversos cenários, entre eles, porque a gente morre muito mais do que as pessoas brancas. Isso se reflete nas finanças. Quantas pessoas negras têm reserva financeira? Na pandemia, quatro entre dez empreendedores pretos tinham reserva e os que tinham, era um recurso que cobria as despesas entre 30 e 60 dias”, observa Ribeiro.

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A economista e criadora do NoFront reforça a importância de um mercado mais diverso, com benefícios gerados para a sociedade de forma geral. “Isso pode reduzir, por exemplo, o nível de inadimplência. Se as pessoas aprenderem a investir, elas vão saber consumir e administrar melhor o dinheiro”, conclui Chaves.

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