A escalada dos juros dos títulos da dívida americana costuma impactar empresas de tecnologia, que têm mais peso no Nasdaq. O petróleo chegou a recuar 1% com o anúncio da liberação de reservas estratégicas da commodity pelos EUA e outros países, mas passou a subir, com os investidores de olho em uma possível reação da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
No Brasil, o dólar ultrapassou os R$ 5,65, refletindo, entre outros fatores, a crise na Turquia. A fuga de capitais daquele país pressiona outras divisas emergentes e ligadas a commodities pares do real. O avanço da cotação no mercado doméstico, todavia, também está ligado às expectativas de uma antecipação da alta de juros nos Estados Unidos, bem como as preocupações com a quarta onda de covid na Europa. A falta de tração do exterior afeta apetite a risco no Brasil, num cenário que já é de maior cautela. Apesar da valorização das commodities – minério de ferro, + 4%, e petróleo, entre 1,5% e 2% que impacta positivamente as ações da Vale, siderúrgicas e Petrobras, o Ibovespa negociava próximo aos 102 mil pontos as 13h30 horas. A indefinição sobre a PEC dos Precatórios sustenta cautela dos investidores. As taxas de juros têm viés de alta, com os vencimentos curtos puxados também pelo desconforto com a inflação e expectativas pelo IPCA-15.