• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Por que é tão difícil guardar dinheiro? A ciência pode explicar

O comportamento é o primeiro passo para mudar a sua relação com o dinheiro. Entenda como

Por Evandro Mello

22/01/2022 | 3:29 Atualização: 21/01/2022 | 17:33

Receba esta Coluna no seu e-mail
Veja aqui o que você pode fazer para consultar valores esquecidos em sua conta bancária
Veja aqui o que você pode fazer para consultar valores esquecidos em sua conta bancária

Um dos pilares da educação financeira é o estudo sobre temas que circundam as finanças, como juros, rendimentos, investimentos etc. Porém, existe um pilar importante que muitas vezes fica esquecido: a ciência do comportamento.

Leia mais:
  • 6 coisas para você mudar na sua vida financeira em 2022
  • As ferramentas para ajudar os jovens a saírem do comodismo financeiro
  • 3 fatores importantes para alcançar seus objetivos em 2022
Cotações
25/05/2026 20h56 (delay 15min)
Câmbio
25/05/2026 20h56 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Na Multiplicando Sonhos, levamos as pesquisas sobre este tema a sério. Faço parte de um grupo de estudo autodirigido de Psicologia Econômica e muito dos aprendizados são utilizados no aperfeiçoamento das nossas aulas e metodologia.

No primeiro semestre de 2022, o grupo completa quatro anos e refletimos sobre quais foram os grandes aprendizados que adquirimos até então e que nos ajudaram, de fato, acessar e mudar a vida dos jovens que conhecemos em sala de aula.

Publicidade

Nosso primeiro aprendizado, acredito, foi entender o que as pessoas relacionam a educação financeira no Brasil. E a resposta foi: pagar as contas em dia e conseguir guardar dinheiro.

Alguns dados explicitam essa cultura do brasileiro, que ainda relaciona o dinheiro principalmente a dívidas e à poupança. Um deles é que estamos entre os países com maior número de endividados do mundo: segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 70,9% das famílias contraíram dívidas em 2021.

Ao mesmo tempo, quem poupa, geralmente não investe de maneira eficiente. Apesar de isso ter começado a mudar nos últimos anos, a poupança, que no ano passado rendeu 3%, contra 10% de inflação no ano, ou seja, mais fez perder dinheiro do que ganhar, ainda é a queridinha dos brasileiros, com mais de R$ 1 trilhão sob custódia.

Moral da história: o brasileiro é conservador em relação ao seu dinheiro e isso tem muito a ver com a nossa história. Aqueles que viveram a era Collor, quando o dinheiro da poupança foi tomado, têm medo de perder suas economias e, consequentemente, medo de investimentos “desconhecidos” e “arriscados”.

Publicidade

A época de hiperinflação também foi crucial para que a população adquirisse hábitos de consumo imediatistas. Afinal, nas décadas de 1970, 1980 e começo de 1990, a inflação nas alturas fazia com que o dinheiro fosse desvalorizado a cada hora, sendo muito mais vantajoso fazer compras assim que ele caia na conta.

“Mesmo depois do plano real, esse comportamento de consumo se manteve, nunca tivemos uma campanha de educação financeira”, explica Roberto Sato, membro do conselho consultivo da Multiplicando Sonhos.

O planejamento também não é o forte do brasileiro. Muitas vezes, ele foi terceirizado: o INSS cuidava da aposentadoria, empresas tradicionais forneciam fundos e seguros de vida e poucas pessoas assumiam as rédeas de suas reservas financeiras e investimentos para o futuro.

Também não podemos deixar de lado que o Brasil é um país desigual no acesso às oportunidades e conhecimentos, na qualidade de vida e, principalmente, nos recursos financeiros.

Publicidade

Porém, o que percebemos com esses anos de estudo e atuação em salas de aulas para ensinar jovens sobre educação financeira, é que a prática de guardar dinheiro tem se mostrado mais democrática para toda a população.

A quebra do estigma de que poupar só vale a pena para quem tem quantias exorbitantes de dinheiro foi, talvez, a mais importante. Os jovens que passam pelo nosso programa entendem que vale a pena guardar dinheiro, mesmo que seja pouco! E também são menos medrosos que seus pais, por terem vivido em uma época que rendeu menos traumas.

Nas aulas, mostramos a eles quais são os gatilhos que fazem com que gastemos mais do que temos, deixemos de poupar e nem sequer acreditemos que investir também é algo para “gente comum”.

O ser humano é um ser social e como seres sociais, somos afetados e influenciados por aquilo que nos rodeia: família, amigos, locais que frequentamos, cultura etc. Tudo isso interfere no nosso comportamento, modo de viver e, também, na forma que lidamos com o dinheiro.

Publicidade

Por exemplo, se alguém cresce em um meio em que a cultura predominante é o consumismo e a tomada de dívidas, essa pessoa pode, como hábito, ter a tendência de gastar mais do que tem. Já guardar dinheiro, nem se fala…

“Guardar dinheiro é um hábito, logo, requer esforço para adquiri-lo quando ele não é estimulado desde a infância”, diz Kei Marcos Tanaami, educador financeiro e também membro do grupo autodirigido de Psicologia Econômica.

Por isso, famílias que conversam sobre finanças têm muito mais chances de ter filhos com hábitos financeiros saudáveis do que aqueles que não o faz ou ainda falam de forma negativa sobre dinheiro, piorando a situação.

A partir do momento em que o jovem cria consciência disso, entende quais são as influências a sua volta que o fazem ser como é em relação ao dinheiro e ganha autonomia para mudar de comportamento. E é aqui que está a grande chave que todos os dias tentamos virar.

Publicidade

Traços psicológicos e habilidades não cognitivas determinam o comportamento financeiro, diz Andréa Tavares, membro do Conselho Científico da Multiplicando Sonhos. Porém, ela faz questão de enfatizar que por meio de intervenções educacionais esse comportamento pode ser exercitado, estimulando os jovens a terem mais autocontrole, confiança, a pensarem em um planejamento financeiro de longo prazo e a lidarem melhor com os riscos.

Aprendizados

Como eu disse no começo desse texto, fizemos conversas frequentes sobre nossos aprendizados sobre comportamento financeiro. E isso é valioso não só para o trabalho na Multiplicando Sonhos, no lado profissional, mas também no âmbito pessoal.

Quando perguntei ao Sato sobre seu grande aprendizado de vida sobre dinheiro, ele mencionou a importância da disciplina e da paciência. “É preciso repetir todo mês a decisão de guardar uma parte de quanto se ganha. Isso exige disciplina e nos pede paciência, o que é um grande ensinamento”, disse.

Já para Kei, o insight que mudou sua vida é o de que é preciso sonhar e ter objetivos para conseguir guardar dinheiro. “Fica mais fácil guardar dinheiro quando se tem um propósito claro, se não é fácil cair nas distrações do dia a dia”, afirmou.

Para Andréa, o aprendizado é começar pequeno. “Não adianta querer fazer grandes mudanças de comportamento do dia para a noite porque isso exigiria um alto nível de motivação e acabaríamos desistindo”, disse ele. Hábitos demoram para ser criados e é a frequência que os determina. Guardar dinheiro é assim, pouco a pouco, até se tornar habitual, fazer parte da rotina.

Publicidade

Por fim, o meu grande aprendizado até então foi sobre respeitar jornadas. É comum nos compararmos com os outros e até querer copiar métodos financeiros de ídolos que admiramos, mas a verdade é que somos seres únicos, com realidades únicas, e por isso devemos traçar nossos próprios caminhos, no nosso próprio tempo.

Colaboração de Beatriz Moraes e Giovanna Castro

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Comportamento
  • Conteúdo E-Investidor
  • Dicas financeiras
  • dinheiro
  • Finanças
  • Planejamento

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Os novos hábitos da alta renda para economizar no dia a dia sem abrir mão de viagens e hotéis de luxo

  • 2

    Ibovespa sobe com alívio global após avanço nas nеgociações entre EUA e Irã; dólar cai

  • 3

    Envelhecimento dos baby boomers cria ‘tsunami prateado’ e aquece mercado imobiliário nos EUA

  • 4

    De Warren Buffett a Walt Disney, essas 5 lendas do mercado tiveram o mesmo emprego na adolescência

  • 5

    Dólar abaixo de R$ 5? Mercado divide apostas sobre futuro do câmbio em ano eleitoral

Publicidade

Quer ler as Colunas de Evandro Mello em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Idosos têm prioridade na compra de imóveis em dois tipos de programas habitacionais
Logo E-Investidor
Idosos têm prioridade na compra de imóveis em dois tipos de programas habitacionais
Imagem principal sobre o FGTS: entenda se trabalhadores avulsos com 70 anos podem sacar o dinheiro
Logo E-Investidor
FGTS: entenda se trabalhadores avulsos com 70 anos podem sacar o dinheiro
Imagem principal sobre o Idosos de 80 anos podem ter prioridade máxima no atendimento em bancos?
Logo E-Investidor
Idosos de 80 anos podem ter prioridade máxima no atendimento em bancos?
Imagem principal sobre o MEC Livros: passo a passo para encontrar um livro gratuito na plataforma
Logo E-Investidor
MEC Livros: passo a passo para encontrar um livro gratuito na plataforma
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: quem ganha R$ 3,2 mil pode comprar casa neste valor
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: quem ganha R$ 3,2 mil pode comprar casa neste valor
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: idosos têm prioridade no atendimento para participar do programa?
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: idosos têm prioridade no atendimento para participar do programa?
Imagem principal sobre o Dívidas de pessoas falecidas: os herdeiros devem pagar as contas? Entenda
Logo E-Investidor
Dívidas de pessoas falecidas: os herdeiros devem pagar as contas? Entenda
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: famílias com estas rendas podem financiar casas de até R$ 275 mil
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: famílias com estas rendas podem financiar casas de até R$ 275 mil
Últimas: Colunas
A Selic cai, o risco sobe: o paradoxo do ciclo de cortes do Copom
Marco Saravalle
A Selic cai, o risco sobe: o paradoxo do ciclo de cortes do Copom

Mesmo após o corte da Selic para 14,50%, juros longos dispararam, fluxo estrangeiro perdeu força e o mercado passou a exigir prêmio maior para carregar risco brasileiro

25/05/2026 | 14h37 | Por Marco Saravalle
O que o contribuinte precisa entender sobre ter investimentos no exterior e Imposto de Renda
Samir Choaib
O que o contribuinte precisa entender sobre ter investimentos no exterior e Imposto de Renda

Entenda as regras que continuam confundindo e assustando investidores brasileiros em 2026

24/05/2026 | 07h00 | Por Samir Choaib
Mercados preditivos, stablecoins e a tentação brasileira de proibir o inevitável — e ficar para trás
Fabrício Tota
Mercados preditivos, stablecoins e a tentação brasileira de proibir o inevitável — e ficar para trás

O Brasil pode liderar a nova infraestrutura financeira, mas corre o risco de expulsar usuários e empresas se exagerar na regulação das stablecoins

22/05/2026 | 17h44 | Por Fabrício Tota
Pais, não pressionem seus filhos para terem casa própria antes dos 30 anos
Fabrizio Gueratto
Pais, não pressionem seus filhos para terem casa própria antes dos 30 anos

O erro não está em comprar imóvel, mas em transformar essa compra na primeira grande meta da vida adulta

21/05/2026 | 17h18 | Por Fabrizio Gueratto

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador