Apesar disso, a casa não prevê um aumento na emissão desses títulos, em parte pois os juros baixos em economias desenvolvidas fazem desta operação uma forma mais cara de se proteger contra a inflação do realizar “hedge indireto”.
Brasil, Chile, Uruguai, Israel e Reino Unido são as cinco nações onde a dívida soberana atrelada à inflação corresponde a mais de 20% da dívida geral dos governos locais, segundo a Fitch. De acordo com a agência de classificação de risco, a alta acima do esperado da inflação resultou em maiores custos para o serviço da dívida nestes países.
O impacto, porém, é mitigado por baixos rendimentos soberanos gerais e por alguns benefícios potenciais de compensação para a emissão de títulos indexados à inflação, como ampliar a base de investidores, estender os vencimentos da dívida, apoiar a credibilidade da política monetária e reduzir a ciclicidade.