Nas próximas horas, investidores vão acompanhar balanços de mais grandes empresas americanas, assim como dados de inflação (PCE) e de gastos com consumo
dos EUA. Os contratos futuros do petróleo operam em alta, se recuperando de perdas da sessão anterior, sustentados por uma perspectiva de demanda crescente e oferta limitada.
Aqui no Brasil, os mercados locais devem repercutir os desdobramentos relacionados com a PEC dos combustíveis. Além disso, a agenda traz o IGP-M de
janeiro e o resultado primário do Governo Central. O IGP-M, pode trazer alguma pressão de alta na ponta curta da curva de juros, após registrar uma forte aceleração para 1,82% em janeiro, mas não deve alterar a aposta majoritária do mercado de aumento de 150 pontos-base da Selic no Copom da semana que vem.
Já o resultado do Governo Central poderá também ser uma boa notícia caso
confirme um superávit de R$ 9,0 bilhões na comparação mensal, de R$ 3,872 bilhões em novembro.
Agenda econômica 28/01
Brasil: A agenda traz o IGP-M de janeiro, a Pnad Contínua do trimestre até novembro e o resultado primário do Governo Central. Para a Pnad Contínua, a mediana é de taxa de desemprego de 11,6%, de 12,1% no trimestre até outubro.
EUA: A agenda traz a divulgação da inflação ao consumidor medida pelo índice PCE (10h30). É publicado ainda o sentimento do consumidor americano pela Universidade de Michigan (12h), além de balanços da Caterpillar e Chevron, antes da abertura dos mercados.
Europa: O Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha encolheu 0,7% no quarto trimestre ante o terceiro trimestre de 2021. O resultado ficou abaixo da expectativa de analistas que previam queda de 0,5% no período. Por outro lado, o PIB alemão teve expansão de 1,4% na comparação anual do quarto trimestre. Neste caso, a projeção do mercado era de acréscimo um pouco menor, de 1,3%.
O índice de sentimento econômico da zona do euro, que mede a confiança de setores corporativos e dos consumidores, caiu de 113,8 pontos em dezembro para 112,7 pontos em janeiro, atingindo o menor nível em nove meses em meio ao aumento de casos de infecção pela covid-19 com a disseminação da variante Ômicron. O resultado deste mês ficou abaixo da expectativa de analistas, que previam o indicador a 114 pontos. O dado de dezembro foi revisado para baixo, de 115,3 pontos originalmente.
Apenas a confiança do consumidor diminuiu de -8,4 em dezembro para -8,5 pontos
em janeiro, confirmando a estimativa inicial, enquanto a da indústria diminuiu de 14,6 para 13,9 pontos no mesmo período, contrariando previsão de avanço a 15,1 pontos, e a de serviços caiu de 10,9 para 9,1 pontos.
O PIB da França cresceu 0,7% no quarto trimestre de 2021 ante o terceiro trimestre, de expansão de 3,1% no terceiro trimestre. O resultado do último trimestre, porém, veio acima da previsão de analistas que esperavam crescimento de 0,5% no período.
O PIB da Espanha cresceu 2% no quarto trimestre ante o terceiro trimestre de 2021.
Na comparação anual, o PIB espanhol teve expansão de 5,2% entre outubro e dezembro.