Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre com entrega prevista para maio encerrou a sessão com ganho de 1,94%, a US$ 4,6005 a onça-troy. Na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses subia 1,68%, a US$ 10.058,00 por tonelada,`por volta de 14h30 (de Brasília).
De acordo com a agência de notícias estatal Xinhua, o vice-primeiro-ministro da China, Liu He, disse que o país vai adotar políticas pró-mercado para lidar com os riscos no setor imobiliário. Além disso, o político afirmou que avançaram conversas com os EUA sobre empresas chinesas com ações listadas em índices americanos.
“Isso fornece um forte sinal de que, embora os mercados estejam preocupados com a demanda chinesa em meio a um aumento nos casos de covid-19, Pequim poderá em breve reenergizar as perspectivas de crescimento da demanda por commodities”, cita o TD Securities, em relatório a clientes.
Em matéria publicada hoje, o Financial Times relata que Ucrânia e Rússia avançaram por um plano para alcançar um acordo de paz e encerrar a guerra no Leste Europeu. A notícia deixou investidores mundo afora otimistas e propensos a ativos de risco, como os metais industriais.
Porém, segundo o governo ucraniano, a reportagem reflete apenas o lado russo da história. Secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, ainda afirmou que não desejo por paz entre autoridades da Rússia.
Outro destaque do mercado de commodities metálicas hoje foi a retomada das negociações do níquel na LME, rapidamente suspensas após o metal novamente despencar. A LME alegou “erro de sistema”, e a tonelada do níquel encerrou o dia em baixa de 43,01%, a US$ 45.590,00, menor valor permitido para a sessão de hoje.
Entre outros metais negociados na LME, no horário citado, a tonelada do alumínio baixava 0,85%, a US$ 3.271,00, a do chumbo caía 0,27%, a US$ 2.254,00, a do estanho caía 1,33%, a US$ 42.240,00, e a do zinco avançava 0,13%, a US$ 3.799,50.