O regulador de ativos da China propôs revisões nas leis locais no fim de semana para que as auditorias requeridas no exterior não tivessem de ser feitas apenas por reguladores chineses. Esse tem sido um ponto de divergência há mais de uma década entre os países. Mas a posição americana endureceu nos últimos anos, após uma série de casos de fraude envolvendo empresas chinesas listadas nos EUA, como a Luckin Coffee, e em meio à deterioração geral nas relações bilaterais.
Como resultado, mais de 200 empresas chinesas listadas nos EUA podem acabar expulsas das bolsas americanas. A Securities and Exchange Commission (SEC) listou mais de dez companhias desde o mês passado que não deixaram reguladores dos EUA revisarem a maioria de suas auditorias recentes, o que pode levar à retirada dos papéis em 2024.
A mais recente concessão da China abre caminho para uma solução potencial. A questão agora é se isso será suficiente para Washington. Os EUA têm sido firmes em exigir total acesso aos papéis de auditorias e caberá aos reguladores americanos decidir se o acesso liberado agora será suficiente.