“A forte reversão do apetite por risco global em meio a tensões geopolíticas aumentadas, crescentes temores inflacionários e custos de empréstimos mais altos levaram a uma queda acentuada nos fluxos de investimento ESG”, avalia.
Em condições turbulentas de mercado, os fluxos caíram acentuadamente no primeiro trimestre de 2022, para metade do ritmo recente, aponta o IIF. A emissão de dívida sustentável caiu para US$ 285 bilhões no primeiro trimestre, uma queda de 30% em relação ao quarto trimestre de 2021, indica o levantamento.
A redução nos fluxos ocorreu principalmente em fundos de ações, uma vez que o aumento da volatilidade dos papéis de tecnologia reduziu o apetite dos investidores por fundos ESG, que são fortemente investidos em techs, aponta o IIF. Os preços altos do petróleo também foram um fator, pois os investidores canalizaram fundos para ações de energia, afirma o levantamento.
No entanto, “a demanda dos investidores permanecerá sustentada pela aceleração contínua nas promessas corporativas de zero emissões”, projeta o instituto.