Nos EUA, após o CPI, índice de preços ao consumidor, subir 1,2% na leitura de março ante fevereiro e atingir 8,5% na comparação anual, maior nível desde dezembro de 1981, os mercados acionários se firmaram no terreno positivo, mesmo após o índice de inflação ter superado as estimativas de alta de 1,1%. Por lá os mercados também monitoram discursos dos membros do Fed que contribuem para uma queda dos juros curtos dos Treasuries. Por fim, os contratos futuros de petróleo avançam cerca de 7%, novamente na marca de US$ 100/barril, após a leitura do relatório mensal de produção da OPEP que deu sinais de que o ritmo de aumento de produções pode não ser suficiente para sanar a demanda global da commodity.
No Brasil, o tom mais positivo dos mercados norte-americanos ajudou o Ibovespa a se manter em terreno positivo durante a manhã, mesmo após a divulgação pela manhã do volume de serviços, que recuou 0,2% em fevereiro, abaixo da alta de 0,7% que apontavam as estimativas. Com algum alívio na curva de juros pressionada pela queda dos juros americanos, os setores de consumo e construção civil, sensíveis a volatilidade dos juros, mostraram um viés positivo durante o dia, porém perdiam força no início de tarde. Assim, próximo às 14h45 o Ibovespa tinha leve alta de 0,12% cotado aos 117.096, mostrando enfraquecimento do movimento positivo visto ao longo da manhã. No mercado de câmbio, o dólar vs real tinha queda de 0,25% cotado aos R$ 4,68/USD.