Yellen disse temer a possibilidade de recessão na Europa, nesse quadro. A autoridade lembrou que a oferta de energia é reduzida, com o conflito e as sanções decorrentes contra a Rússia, enquanto alguns alimentos já mostram altas consideráveis e fertilizantes são igualmente afetados.
A secretária do Tesouro também mencionou o risco de gargalos na China como preocupação, diante de lockdowns locais por causa de surtos da covid-19, inclusive em Xangai. Yellen defendeu o diálogo com a China, argumentando que os americanos devem trabalhar com Pequim para evitar um sistema financeiro com dois polos separados.
Ainda sobre a China, Yellen disse que os EUA esperam que a postura do país colabore para solucionar na crise da Ucrânia. Em outro momento de sua fala, em um aceno velado a Pequim, ela disse que os EUA e seus aliados que impuseram sanções contra a Rússia “não ficariam indiferentes”, caso as punições sejam minadas.
Questionada sobre uma eventual perda da característica do dólar como a moeda global, ela disse que isso levaria “um longo tempo, se ocorrer algum dia”. Sobre a economia dos EUA, destacou a força no quadro atual, inclusive no mercado de trabalho, o que se traduz também em pressões para cima nos salários.