Por volta das 6h45 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 tinha queda de 2,24%, a 418,03 pontos.
Ontem, o Nasdaq – que é em boa parte formado por gigantes de tecnologia sensíveis a variações de juros – sofreu um tombo de mais de 3% em Nova York, após o CPI dos EUA subir mais do que o esperado, alimentando expectativas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) seguirá elevando juros de forma agressiva nos próximos meses, o que tende a prejudicar o desempenho da maior economia do mundo.
Investidores também digerem os últimos números do Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido, que decepcionaram. O PIB britânico cresceu 0,8% no primeiro trimestre, menos do que se previa. Apenas em março, encolheu 0,1% ante o mês anterior. Também em março, a produção industrial do país teve uma queda inesperada.
Nas próximas horas, as atenções vão se voltar para a inflação ao produtor (PPI) dos EUA, eventuais comentários de dirigentes do Fed e desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia. A União Europeia (UE) ainda enfrenta dificuldades para aprovar um proposto embargo do bloco ao petróleo russo.
Às 7h01 (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 2,49%, a de Paris recuava 2,56% e a de Frankfurt se desvalorizava 2,33%. Já as de Milão, Madri e Lisboa tinham perdas de 1,80%, 1,59% e 2,22%, respectivamente.
No câmbio, o euro se enfraquecia a US$ 1,0429, de US$ 1,0519 no fim da tarde de ontem, enquanto a libra cedia a US$ 1,2186, de US$ 1,2242 ontem.