• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

A montanha russa da guerra no leste europeu

O sucesso russo na Ucrânia é cada vez mais inatingível, pela falta de noção sobre os desejos de Vladimir Putin

Por Thiago de Aragão

08/06/2022 | 15:09 Atualização: 08/06/2022 | 15:09

Receba esta Coluna no seu e-mail
Vista de unidade de reparo de veículos danificada por ataque de mísseis russos em Kiev, na Ucrânia. Foto: REUTERS/Valentyn Ogirenko
Vista de unidade de reparo de veículos danificada por ataque de mísseis russos em Kiev, na Ucrânia. Foto: REUTERS/Valentyn Ogirenko

Após mais de 100 dias de guerra, a Rússia vem demonstrando que não existe objetivo além de uma vitória sobre a Ucrânia. Esta ideia hoje é perceptível para toda a comunidade internacional, governos europeus e cidadãos russos.

Leia mais:
  • Por que a guerra contra a Ucrânia eleva lucros da Rússia
  • Por que os países aplicam sanções financeiras para barrar a Rússia
  • Ideologia flexível: esquerda, direita e a admiração por Putin
Cotações
11/02/2026 19h57 (delay 15min)
Câmbio
11/02/2026 19h57 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

As forças ucranianas vêm conseguindo se defender bravamente, muito graças aos armamentos oferecidos por países membros da OTAN. No entanto, como o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou esta semana, a ajuda militar é suficiente para se defender, mas não para contra-atacar.

Batendo na mesma tecla há meses, Zelensky insiste em ter armas que gerem uma equivalência à superior capacidade militar russa. Caças são a necessidade primordial, já que sem o controle aéreo dificilmente um exército consegue organizar um contra-ataque eficiente.

Publicidade

A resposta – desde o início orquestrada pelos EUA e aliados europeus contra a Rússia – gira em torno de sanções. Essas possuem um efeito temporário, para logo o choque inicial causado perder a força à medida que o governo russo se adapta para conter e compensar as perdas financeiras.

Para Vladimir Putin, o sucesso na Ucrânia, e, consequentemente, o agregado à sua imagem doméstica, é maior do que qualquer impacto econômico negativo que as sanções possam causar. O próprio Zelensky segue um discurso na linha de que as sanções demonstraram que não são suficientes e hoje possuem um efeito bastante limitado na contenção de novos avanços russos.

A guerra na Ucrânia nos revelou muito sobre o exército e o processo de tomada de decisão na Rússia. Primeiramente, a aura de invencibilidade e poderio superior russo caiu por terra. Apesar de ser uma das forças mais poderosas do planeta, a Rússia demonstrou uma fragilidade estratégica, logística e de equipamentos que nem a inteligência ocidental esperava.

Essa debilidade do exército russo é uma das razões pelas quais o presidente ucraniano pressiona tanto por mais equipamentos. Ele está enxergando uma possibilidade de vitória que era impensável no início da guerra. Com equipamentos mais robustos, o objetivo único, que Zelensky afirma desde o início – conquistar todos os territórios perdidos e garantir a integridade territorial ucraniana – teria chance de ser alcançado.

Publicidade

A Rússia ainda consegue gerar ameaças, apesar das debilidades mostradas, que afugentam o ímpeto de ajudas mais robustas por parte da OTAN. O medo de se envolver dentro dos parâmetros interpretativos russos faz com que os EUA e outros aliados ajudem os ucranianos, embora conservando o receio de exagerar.

Mesmo sabendo que a Rússia não tem capacidade militar de sustentar um ataque contra a Finlândia, em um momento em que sofre na Ucrânia, a OTAN ainda navega no campo da incerteza, dada a imprevisibilidade mostrada por Putin no processo de tomada de decisões. Assim, as ameaças russas de uma guerra generalizada garantem a manutenção de uma guerra focalizada.

O embate entre um exército mais forte, russo, que não é forte o suficiente para conquistar tudo o que almeja, contra um exército ucraniano, forte o suficiente para se defender mas não para conquistar territórios, faz com que a guerra se arraste sem solução aparente a curto prazo.

A ameaça da Finlândia de escalar a guerra para o uso de armas nucleares táticas vem sendo uma estratégia eficaz pelo lado russo. Obviamente, podem ser ameaças baseadas em desespero, mas o efeito de contenção contra uma ajuda mais robusta da OTAN vem ocorrendo.

Publicidade

A cada dia de duração dessa guerra, mais o mundo sofre as implicações da alta dos combustíveis, da inflação e da imprevisibilidade. Entretanto, tudo isso não chega perto ao que os ucranianos estão sofrendo. O sucesso russo poderia representar uma injeção de confiança para ações contra a Moldávia e a Geórgia, alvos infinitamente mais fáceis do que a Ucrânia.

Por outro lado, o sucesso russo está cada vez mais inatingível, dada a falta de noção sobre o que Putin realmente deseja. Garantir a soberania dos territórios separatistas, agregar mais terra a esses territórios, garantir a península da Crimeia sob controle russo e a troca de governo em Kiev não são objetivos simples. Zelensky não aceita uma negociação em que ele (e o povo ucraniano) saiam com território perdido. Putin não aceitará um acordo onde o resultado final seja parecido com o que já existia originalmente.

Os russos voltaram a atacar Kiev nos últimos dias. Pode ser mais uma estratégia no sentido de abalar a moral ucraniana e forçar o governo de Zelensky a cogitar um acordo. A exaustão parece ser a arma mais letal que os russos possuem no momento, só que a exaustão afeta os dois lados.

Uma observação quanto ao Brasil nesse contexto: este ano estamos garantidos em relação ao fornecimento de fertilizantes. Para o próximo, a situação deve mudar, pois o acesso a esses fertilizantes será mais difícil, nos colocando em uma situação de dependência maior da China, já que grande parte dos fertilizantes russos, que não estão sendo vendidos abertamente no mundo, está sendo comprados pelos chineses.

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • EUA
  • Guerra
  • Inflação
  • Rússia

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje encerra acima de 186 mil pontos e atinge novo recorde de fechamento

  • 2

    Ibovespa hoje renova recorde histórico após payroll nos EUA e falas de Galípolo

  • 3

    Lucro da BB Seguridade cresce, mas não anima; Genial rebaixa recomendação e Citi e BBA projetam 2026 desafiador

  • 4

    Ouro e dividendos: ainda faz sentido investir no metal em 2026?

  • 5

    IPCA de janeiro reforça cenário para corte maior da Selic; veja o impacto nos investimentos

Publicidade

Quer ler as Colunas de Thiago de Aragão em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Aposentados INSS 2026: os pagamentos de fevereiro já começaram?
Logo E-Investidor
Aposentados INSS 2026: os pagamentos de fevereiro já começaram?
Imagem principal sobre o Saldo retido FGTS: segunda etapa de pagamentos para nascidos entre setembro e dezembro começou
Logo E-Investidor
Saldo retido FGTS: segunda etapa de pagamentos para nascidos entre setembro e dezembro começou
Imagem principal sobre o Conta de luz cara? Saiba como economizar com a sua geladeira
Logo E-Investidor
Conta de luz cara? Saiba como economizar com a sua geladeira
Imagem principal sobre o Bolsa Família realiza pagamentos nesta semana? Entenda
Logo E-Investidor
Bolsa Família realiza pagamentos nesta semana? Entenda
Imagem principal sobre o 5 pontos facultativos no 1º semestre 2026
Logo E-Investidor
5 pontos facultativos no 1º semestre 2026
Imagem principal sobre o 4 feriados nacionais no 1º semestre 2026
Logo E-Investidor
4 feriados nacionais no 1º semestre 2026
Imagem principal sobre o Show do Bad Bunny: qual o valor dos ingressos? Veja se todos os lotes já esgotaram
Logo E-Investidor
Show do Bad Bunny: qual o valor dos ingressos? Veja se todos os lotes já esgotaram
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 4 documentos para separar ao declarar um financiamento
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 4 documentos para separar ao declarar um financiamento
Últimas: Colunas
Queda estrutural da inflação vai precisar de alguns anos de atingimento da nova meta
Marcelo Toledo
Queda estrutural da inflação vai precisar de alguns anos de atingimento da nova meta

Queda do IPCA abre espaço para cortes na Selic, mas desafios estruturais seguem no radar

11/02/2026 | 16h25 | Por Marcelo Toledo
Thiago de Aragão: O ponto cego do mercado de títulos do Tesouro dos EUA
Thiago de Aragão
Thiago de Aragão: O ponto cego do mercado de títulos do Tesouro dos EUA

A operação de basis sustenta a liquidez dos Treasuries, mas alavancagem elevada e novas regras podem virar risco sistêmico

11/02/2026 | 14h23 | Por Thiago de Aragão
Na escolinha dos bancos, o Itaú é o melhor aluno da turma e o resto só assiste
Katherine Rivas
Na escolinha dos bancos, o Itaú é o melhor aluno da turma e o resto só assiste

Banco empilha resultados fortes, lidera em rentabilidade e mostra por que ainda está anos à frente da concorrência

10/02/2026 | 18h08 | Por Katherine Rivas
Aos traumatizados do Master, há alternativa – e não é outro CDB
Luciana Seabra
Aos traumatizados do Master, há alternativa – e não é outro CDB

Caso do Banco Master expõe riscos ignorados em CDBs e reforça a importância de entender crédito privado antes de investir

10/02/2026 | 14h43 | Por Luciana Seabra

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador