Na Europa, a maioria dos índices acionários recuam mais de 1%, dando sequência às perdas de ontem, embora sem um catalisador em específico, sugerindo ainda uma correção após as mensagens do BCE em sua decisão. No mercado de moedas, o DXY (que mede o desempenho do dólar frente a outras seis divisas principais) sobe mais de 1% nesta manhã, chancelando o ambiente de maior procura por proteção.
Entre as commodities, os contratos futuros de petróleo passaram a subir, após terem caírem mais cedo. No Brasil, os dados sobre o desempenho das vendas no varejo, possivelmente mostrando a quarta alta consecutiva, devem ser os maiores contribuintes para o direcionamento dos negócios, ainda que a aversão ao risco externa deva limitar uma recuperação mais acentuada do Ibovespa após cinco pregões consecutivos em queda.
Agenda econômica 10/06
Brasil: O principal destaque fica para as vendas no varejo (9h), que deve desacelerar para uma alta de 0,3% em abril, após alta de 1% em março, segundo mediana das estimavas de mercado. Mais cedo, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou a primeira prévia do IGP-M para o mês de junho (8h), mostrando uma alta de 0,39% e acelerando em relação aos 0,23% da prévia de maio.
EUA: Para o dado de inflação, o mercado projeta que o indicador deve acelerar 0,7% em maio, de 0,3% em abril, o que depois do payroll mais forte, pode corroborar com a percepção de mais altas de juros pelo Federal Reserve (Fed). Ainda teremos o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan (11h) e a continuação da Cúpula das Américas.
Europa: Na Alemanha, a presidente do BCE, Christine Lagarde, fará um discurso (10h45).
China: O índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 2,1% na comparação anual de maio, repetindo o aumento de 2,1% apurado em abril, informou o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS), um resultado 0,1 ponto porcentual abaixo do projetado. Na comparação mensal, por sua vez, o CPI caiu 0,2% em maio.