O Ibovespa começa a sinalizar o enfraquecimento do movimento de baixa após completar o seu oitavo dia de queda consecutivo. O cenário, possibilita à formação de fundo na região dos 102.000 pontos, estrutura que se confirmada passaria a favorecer a retomada do movimento de alta em direção ao patamar de resistência mais próxima marcado aos 106.156 pontos. No sentido oposto, o Ibovespa encontra suporte aos 100.779 pontos.
As principais bolsas da Europa e os índices futuros de Nova York operam em alta ao redor de 1% nesta manhã. A probabilidade do Fed aumentar o juro básico da maior economia do mundo em 75 pontos-base hoje supera os 98%, segundo os prêmios embutidos na curva de juros futuros por lá.
Dados relacionados ao crescimento da produção industrial e as vendas no varejo na China em maio, caindo menos que o esperado, também ajudam a explicar a melhora do ambiente de negócios.
O fato do Banco Central Europeu (BCE) ter anunciado uma reunião emergencial, com expectativa de que os dirigentes discutam o aperto monetário na zona do euro, aparentemente não impacta os rumos dos negócios nesta manhã.
O contraponto fica para as cotações do petróleo, que recuam refletindo o relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) que apontou que a demanda global pela commodity deve avançar a níveis pré-pandemia no próximo ano, com boa parte do crescimento impulsionado pela China, enquanto economias em desenvolvimento devem enfrentar piora na perspectiva econômica e inflação elevada.
Agenda econômica 15/06
Brasil: A decisão do Copom, o maior destaque do dia, será divulgada somente após 18h30, portanto após o término dos negócios. O IGP-10 de junho foi divulgado logo cedo (8h), mostrando alta de 0,74%, enquanto a estimativa de mercado indicava aceleração para 0,78% em junho, depois dos 0,10% registrados em maio. A divulgação do IBC-Br de abril, que estava prevista para hoje, foi suspensa devido à greve de servidores do Banco Central.
EUA: Após o Fed comunicar o novo patamar de juros (15h), o presidente da instituição, Jerome Powell, falará aos mercados (15h30). Mais cedo, são esperados os dados sobre as vendas no varejo em maio e o índice de atividade industrial Empire State de junho, ambos às 9h30.
Europa: A presidente do BCE, Christine Lagarde, participa de evento (13h20) e pode dar sinais sobre eventuais mudanças na condução de política monetária do bloco.
China: A produção industrial subiu 0,7% em maio em relação ao ano anterior, melhorando ante a queda de 2,9% em abril e melhor do que a queda de 1% esperada pelo mercado. As vendas no varejo, por sua vez, caíram 6,7%, em comparação com a queda de 11,1% em abril, segundo os dados do Departamento Nacional de Estatísticas, uma leitura melhor do que a queda de 6,9% esperada.