Por volta das 7h (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 1,34%, a 404,21 pontos, mas ainda acumulava queda de mais de 3% na semana.
Ontem, os mercados acionários da Europa foram pressionados por altas de juros nos EUA, Reino Unido e Suíça, todas motivadas pela disparada da inflação que veio na esteira da pandemia de covid-19 e se agravou com a guerra na Ucrânia.
Hoje, por outro lado, o Banco do Japão (BoJ) manteve intacta sua política ultra-acomodatícia, contrariando a tendência de aperto monetário de outros BCs.
Já na zona do euro, foram divulgados dados finais mostrando que a inflação anual ao consumidor da zona do euro atingiu recorde de 8,1% em maio, ou seja, não foi revisada para cima. Logo após o indicador, as bolsas europeias ampliaram ganhos levemente.
Na semana passada, diante da pressão inflacionária, o Banco Central Europeu (BCE) preparou o terreno para começar a elevar juros a partir de julho. O BCE também está desenvolvendo um instrumento para atenuar a divergência nos custos de empréstimos dos países que integram a zona do euro.
Nas próximas horas, a atenção vai se voltar para um discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, e dados da produção industrial americana.
Às 7h16 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,83%, a de Frankfurt avançava 1,09% e a de Paris se valorizava 1,19%. Já as de Milão, Madri e Lisboa tinham ganhos de 1,62%, 1,22% e 0,50%, respectivamente.