Já nos Estados Unidos, em dia de agenda menos relevante e após o feriado da véspera, o dia foi
de recuperação consistente nos mercados, com destaque para o índice Nasdaq, que avançou 2,51%. Para as commodities, o minério de ferro avançou mais de 3% hoje, em movimento de recuperação parcial, após a queda expressiva na sessão anterior, contribuindo para o movimento positivo das ações da Vale e siderúrgicas aqui no Brasil. Enquanto isso, o petróleo encerrou em alta comedida, após a Casa Branca comentar sobre a importação de petróleo russo pela China, depois ter subido mais de 1% pela manhã.
Aqui no Brasil, o Ibovespa abriu o pregão acompanhando os movimentos externos e, na máxima do dia, superou os 101 mil pontos, enquanto as discussões ao redor da política de preços de combustíveis
adotada pela Petrobras seguiram no radar e penalizaram as ações da companhia. Ainda neste tema,
durante à tarde, o ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, em audiência na Câmara dos Deputados, questionou a manutenção da atual política adotada pela companhia, contribuindo para queda das ações da estatal.
Ainda pela manhã, a agenda reservou a ata referente à última reunião do Copom, a qual
abordamos em maior profundidade nas próximas páginas. O dia ainda reservou avaliações da OCDE para o Brasil, mas que ficaram em segundo plano. Neste contexto, o Ibovespa flutuou no terreno negativo durante à tarde e encerrou descolado do exterior, com leve queda de 0,17%, cotado aos 99.685 pontos e um giro financeiro abaixo da média recente, em R$ 22,7 bilhões.
No mercado de câmbio, o dólar frente ao real teve comportamento semelhante ao visto no exterior, enfraquecido diante de outras moedas, assim, encerrou com queda de 0,63%, cotado aos R$ 5,15. Para esta quarta-feira, a agenda reserva o índice de Confiança do Consumidor de junho na Zona do Euro e, nos EUA, o presidente do Fed, Jerome Powell, fará discurso no Senado.