O dólar avançou novamente frente ao real (0,80%), terminando a sessão cotado aos R$ 5,23, acumulando ganhos de 10,15% no mês. As taxas de juros futuras, por sua vez, encerraram o dia em queda ao longo de toda a curva à termo.
A sessão que marcou o final do mês de junho, e do segundo trimestre do ano, teve um viés bastante negativo para os mercados internacionais, refletindo as preocupações relacionadas à escalada global dos preços e seus impactos nas mais diversas economias. Hoje foi conhecido o deflator do Consumo Privado (PCE) dos Estados Unidos, o principal dado que orienta o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em suas decisões de política monetária.
O indicador subiu 0,6% em maio ante abril, enquanto o núcleo da inflação avançou 0,3% em maio na comparação com o mês anterior, abaixo da previsão do mercado. De todo modo, a percepção dos investidores é que o nível anual ainda é elevado, sem forças para reverter a tendência de elevação de juros nas próximas reuniões do FOMC, o comitê que decide pela taxa de juros.
Neste cenário, as principais bolsas da Europa fecharam em queda hoje, encerrando o pior trimestre desde o começo de 2020, enquanto os índices acionários de Nova York registraram o quarto recuo consecutivo por lá – o S&P500, por exemplo, teve o pior semestre desde 1970. Além disso, a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), de manter o plano de aumentar a produção da commodity em 648 mil barris por dia em agosto, impactou as cotações internacionais e prejudicou o desempenho das ações ligadas ao setor.