Porém, na última sessão do mês de julho, o apetito ao risco tomou conta dos mercados, impulsionados por dados de atividade e confiança, apesar das persistentes pressões inflacionárias, dado que pela manhã, nos EUA, foi conhecido o índice de preços de gastos com consumo (PCE) do mês de junho.
O indicador é tido como o preferido pelo Fed para sua tomada de decisão e a alta superior as estimativas, contrasta com a postura mais suave adotada pelo banco central norte-americano em seu último pronunciamento. Neste contexto, na Europa as principais bolsas encerraram a sessão no positivo, e o viés positivo seguiu no início da tarde nos principais índices acionários de NY.
Aqui no Brasil, com o bom humor do exterior e impulsionado pelas ações da Petrobras, após a divulgação do balanço do 2T22 e a notícia de que a estatal pagará mais uma robusta rodada de dividendos, o Ibovespa caminha para encerrar o mês com uma alta próxima a 5%.
A companhia informou o pagamento em duas parcelas (agosto e setembro) de um dividendo que supera os R$ 6/ação, e assim as ações ordinárias e preferenciais são destaque de alta na sessão de hoje.
Na contramão, a Vale, que também divulgou balanço e um forte dividendo, caia mais de 2% com o mercado digerindo os números do trimestre. Assim, próximo às 14h30, o Ibovespa tinha alta de 0,72%, cotado aos 103.332 pontos, muito próximo a máxima do dia. No mercado de câmbio, em dia de fechamento de PTAX do mês, a volatilidade se faz presente na cotação do dólar e após realização nas últimas sessões, hoje subia, também, cerca de 0,72%, ao negociar a R$ 5,20.