O PIB dos EUA encolheu 0,9%, em termos anualizados, entre abril e junho, informou o Departamento do Comércio do país. O resultado contrariou expectativa de alta de 0,4%, registrada pelo Projeções Broadcast e aprofundou queda nos rendimentos dos Treasuries. Apesar da contração pelo segundo trimestre consecutivo indicar recessão técnica na visão de analistas, consultorias e bancos, assim como o presidente Joe Biden e a secretária do Tesouro Janet Yellen, avaliam que a economia americana não está, de fato, em uma recessão, dados outros os indicadores robustos, como forte mercado de trabalho.
As projeções sobre alta de juros pelo Fed em setembro estão divididas. Com as contínuas pressões inflacionárias, Oxford Economics e Citi ainda preveem aumento de 75 pontos-base (pb) na próxima decisão. Já o Goldman Sachs e Pantheon Macroeconomics esperam elevação mais modesta, de 50 pb ou 25 pb. Ferramenta do CME Group mostra que apostas para alta de 50 pb subiu de 60,5% para 74,0% entre ontem e hoje, enquanto a probabilidade para aumento de 75 pb caiu de 35,4% para 26,0%.
No radar, também esteve a queda no número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, com recuo de 6 mil na semana mais recente, a 256 mil. O dado da semana anterior, porém, foi revisado de 251 mil para 261 mil pedidos. A Oxford Economics afirma que, apesar da baixa nesta leitura, a tendência é de alta para o indicador.
O Departamento do Tesouro realizou um leilão de US$ 38 bilhões em T-notes de 7 anos, com a taxa máxima de retorno a 2,730%. A demanda ficou acima da média recente, de acordo com o BMO Capital Markets.