No fim da tarde em Nova York, o juro da T-note de 2 anos caía a 3,182%, o da T-note de 10 anos recuava a 2,793% e o do T-bond de 30 anos operava estável a 3,110%.
Em julho, a indústria e varejo da segunda maior economia do mundo cresceram menos do que o esperado. Em meio aos novos sinais de desaceleração, o banco central chinês (PBoC) inesperadamente reduziu algumas de suas taxas de juros e fez uma injeção de liquidez extra nos mercados financeiros.
O ANZ considera que os números mais recentes indicam “estagnação” na retomada econômica da China. Ainda segundo o banco australiano, o corte de juros anunciado hoje pelo PBoC sugere que o Conselho de Estado, o gabinete da China, está “preocupado com o crescente desemprego entre os jovens”. Nesse cenário, o TD Securities resolveu reduzir sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da China em 2022, de 3,8% a 2,9%.
Nos EUA, o índice Empire State de atividade industrial no país recuou a -31,3 em agosto, ante previsão de 5,0 dos analistas. O indicador é o mais baixo desde de maio de 2020, auge da covid-19 no mundo. Já o índice de confiança das construtoras dos Estados Unidos, elaborado pela Associação Nacional das Construtoras (NAHB, na sigla em inglês), recuou de 55 em julho a 49 em agosto. O resultado veio bem abaixo da previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que esperavam leve queda a 54. O dado marca o oitavo mês seguido de baixa e a primeira vez em que tem resultado inferior a 50, “medida chave de equilíbrio”, desde maio de 2020, segundo a NAHB.
Neste cenário, o BMO destaca que o movimento nas taxas dos EUA hoje foi consistente com esses decepcionantes dados americanos. Lyn Graham-Taylor, estrategista sênior de taxas do Rabobank, analisa que os investidores estão subestimando a disposição do banco central de aumentar as taxas, mesmo com a desaceleração da economia para controlar a inflação. Ele prevê que o Federal Reserve (Fed) deve subir 0,75 ponto porcentual pela terceira reunião consecutiva.