“A preocupação do gerenciamento ESG segue nos mesmos moldes da prevenção à lavagem de dinheiro ou do terrorismo: para onde está indo o dinheiro, para o que está sendo usado? Essa preocupação é comum nos dois casos, mas há uma que acho que no Brasil não temos a real dimensão de impacto, mas teve em países de condições econômicas piores que a nossa: o ‘derisking’, prática onde você não gerencia o risco, apenas elimina”, aponta Alan de Genaro, professor da EAESP/FGV e sócio da consultoria Riscométrica. Ele explica que cortar determinadas empresas do sistema financeiro pode prejudicar a vida das pessoas.
Sonia Consiglio, SDG Pioneer pelo Pacto Global da ONU e especialista em sustentabilidade, menciona um estudo americano que conclui ser melhor engajar companhias do que fazer desinvestimentos. “É uma construção. Gerenciar o risco, não evitá-lo. Ninguém dorme e acorda sustentável, é uma jornada”, afirma.
Para Ana Carla Abrão Costa, sócia da consultoria Oliver Wyman, o mais importante é que a agenda de clima e sustentabilidade já está dada, não vai voltar atrás. “Felizmente o momento chegou em que temos isso organizado, sistematizado e priorizado. Para alguns mais que outros. Mas cada vez mais a sociedade leva isso a sério”, observa Costa.