Para os ativos domésticos, o cenário externo deve limitar o apetite por risco diante da crise de energia na China e da queda das commodities, embora o vencimento de opções sobre ações traga mais fluxo à Bolsa e, em decorrência disso, maior volatilidade do Ibovespa.
Entre os eventos corporativos previstos, destaque para a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da Petrobras para eleger oito conselheiros e o presidente do Conselho – dos oito nomes, possivelmente seis virão de indicações da União e outros dois, dos acionistas minoritários.
Os mercados de câmbio e juros devem oscilar ao sabor das notícias externas e a crescente preocupação em torno das contas públicas daqui em diante.
Neste cenário, predomina mais uma vez a cautela entre as principais bolsas da Europa, assim como nos índices futuros de Nova York. O clima é mais negativo, especialmente após a notícia de que a gigante de tecnologia Apple revelou ontem à noite graves vulnerabilidades de segurança para iPhones, iPads e Macs.
Em outros mercados, os contratos futuros do petróleo operam em baixa, após ganhos nas duas últimas sessões em decorrência das quedas nos estoques de petróleo e gasolina nos Estados Unidos, enquanto o índice DXY, que mede as variações do dólar frente a outras seis divisas relevantes, opera em alta.
Agenda econômica (19/08)
Brasil: A segunda prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de agosto era o único indicador local hoje (8h) e mostrou deflação de 0,57%, contra uma alta 0,52% em julho. A AGE da Petrobras será no começo da tarde (13h).
EUA: O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Richmond, Thomas Barkin – que não vota no FOMC (Comitê Federal de Mercado Aberto, equivalente ao Copom no Brasil), participa de painel (10h). Além disso, será divulgado o relatório semanal sobre poços e plataformas de petróleo em atividade no País (14h).