Os contratos futuros do petróleo operam em alta apesar do tom mais negativo nos mercados acionários, revertendo parte das perdas de ontem, ainda na esteira da possibilidade de cortes na produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), cuja reunião mensal está prevista para o próximo dia 5.
Enquanto isso, o índice DXY, que mede as variações do dólar frente a outras seis divisas relevantes, opera em leve queda.
O exterior indefinido sugere que os mercados domésticos precisarão de direcionadores locais para seguir em trajetória positiva, embora a agenda de indicadores esvaziada sugira pouco espaço para isso – ao menos nas primeiras horas de negócio.
Agenda econômica (26/08)
Brasil: O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participa de evento online (9h30). O ministro da Economia, Paulo Guedes, discursa a empresários do agronegócio (13h00). O Banco Central informa a nota do setor externo de abril a maio (9h30) e a Receita Federal informa os dados da arrecadação em julho (11h), que pode trazer um saldo positivo de R$ 201,7 bilhões, acima do resultado de junho. Finalmente, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) define bandeira tarifária de setembro, mas sem horário definido.
EUA: Todas as atenções para o discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, no simpósio anual em Jackson Hole (11h). Ainda assim, a inflação ao consumidor, medida pelo Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal (PCE), (9h30), deve ser monitorada de perto pelos investidores. Em segundo plano está o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan (11h00).
Europa: Na Alemanha, o índice GfK de confiança do consumidor atingiu nova mínima histórica, num momento em que o país sofre os efeitos dos cortes de gás natural fornecido pela Rússia.