Os juros dos Treasuries perderam força, mas continuam mistos, logo após o PCE dos EUA recuar entre junho e julho, resultado inesperado. A Pantheon considera que apenas os números de hoje não permitem garantir que o Fed não elevará os juros em 75 pontos-base em setembro. A consultoria considera, porém, que o dado “ajuda” e que “todos os olhos” estarão agora no índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) e no índice de preços ao consumidor (CPI) para agosto, que sairão antes da próxima reunião do BC americano.
Mais tarde, os rendimentos se fortaleceram após discurso de Powell. Ele afirmou que o foco da autoridade monetária é trazer a inflação para a meta de 2% ao ano e que a tarefa de restaurar a estabilidade dos preços nos Estados Unidos ainda levará “algum tempo”. No entanto, após a fala, economistas e investidores seguem divididos sobre a próxima reunião do Fed, em setembro, mas com as chances de uma terceira alta de 75 pontos-base predominando.
O BMO Capital considerou que o discurso veio “notavelmente em linha com as expectativas do mercado”. O banco aponta que certamente haverá uma elevação, o que já era esperado, e que os dados de inflação de julho não são suficientes para descartar a possibilidade de uma alta de 75 pontos-base. A Capital Economics, por sua vez, considerou o discurso de hoje como “conciso” para os padrões do evento e também “hawkish”. Para a Fitch, o discurso de Powell foi um recuo “muito claro” às expectativas do mercado de que o banco central norte-americano optasse por um pivô em sua política em 2023.