No fim da tarde em Nova York, o retorno da T-note de 2 anos avançava a 3,441%, o da T-note de 10 anos tinha alta a 3,106% e o do T-bond de 30 anos caía a 3,218%.
O presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin, reforçou hoje a “determinação” do BC em controlar a inflação. Para ele, o juro básico nos EUA terá de subir a um nível restritivo para que os juros reais fiquem positivos e permitam o controle da escalada inflacionária. Já o dirigente da distrital de Nova York, John Williams, disse hoje ser “evidente” que o banco central norte-americano precisa elevar os juros básicos “bem mais” até o fim do ano. Além disso, para ele, os juros ainda devem ser elevados em 2023.
“Desde o discurso de Powell, o mercado voltou a se concentrar no ambiente macro e na política monetária. Com o Fed sendo agressivo novamente, essa nuvem de incerteza está pesando nos mercados”, disse Yung-Yu Ma, estrategista-chefe de investimentos da BMO Wealth Management. Para Edward Moya, da Oanda, parece que os traders estão se inclinando para uma alta de 75 pontos-base em setembro, meio ponto em novembro e um aumento de 25 pontos-base em dezembro. “Nos próximos meses, se o mercado de trabalho não quebrar e o consumidor continuar resiliente, Wall Street pode começar a precificar aumentos de juros para fevereiro e março”, afirmou.
Além dos comentários de dirigentes, investidores monitoraram a divulgação do relatório Jolts de empregos dos EUA e dados de confiança do consumidor americano medidos pelo Conference Board. A abertura de postos de trabalho subiu a 11,239 milhões em julho.Já o índice de confiança avançou de 95,3 em julho (dado revisado hoje, de 95,7 antes informado) a 103,2 em agosto, sendo que analistas previam 97,4.
*Com informações da Dow Jones Newswires