No fim da tarde em Nova York, o juro da T-note de 2 anos tinha alta a 3,792%, o da T-note de 10 anos caía a 3,413% e o do T-bond de 30 anos recuava a 3,466%.
Depois do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) mais forte que o previsto, o indicador equivalente para produtores, o PPI, foi recebido sem provocar tanta turbulência no mercado de títulos. De acordo com o Departamento do Trabalho dos EUA, o PPI caiu 0,1% em agosto, como previsto, mas o núcleo subiu 0,4%, na comparação mensal.
Na esteira do indicador, os rendimentos dos Treasuries ganharam algum fôlego e aceleraram alta. No entanto, ao longo do dia, os de mais longo prazo viraram e passaram a cair.
Pelo monitoramento do CME Group, as apostas apontam para 76% de probabilidade do Fed elevar os juros em 75 pontos-base na próxima quarta-feira, 21, e 24% de chance de 100 pontos-base.
“Consolidar, reprecificar e repetir tornou-se o tema principal nos mercados financeiros”, nota o BMO Capital Markets. O banco canadense empurrou a previsão de rendimento para T-note de 10 anos a 2,5% para 2023. “Embora a convicção permaneça alta, mesmo que o momento tenha mudado na sequência dos principais dados do CPI de agosto e tudo o que isso implica para a batalha de Powell presidente do Fed contra a inflação.”
A Oxford Economics, por sua vez, aponta esperar que os juros para 10 anos encerrem o ano em torno de 3,4%, próximo ao nível atual.
“No entanto, dado o salto abrupto nos rendimentos após o relatório do CPI de agosto e a possibilidade de o Fed precisar agora aumentar o pico da taxa dos Fed Funds acima de 4% para matar a inflação, há riscos de alta para nossa previsão, com os rendimentos de 10 anos possivelmente subindo perto de 4% no final do ano”, afirma a consultoria, que ressalta que as preocupações com o risco de recessão devem limitar o aumento das taxas de longo prazo.