Nos Estados Unidos, as perspectivas de aperto monetário mais forte foram reforçadas hoje por declarações do presidente do banco central norte-americano e pela divulgação do PMI de setembro, que avançou, ao contrário do que era esperado pelos analistas de mercado. Sendo assim, a leitura do indicador sugere mais altas de juros por parte do Fed, uma vez que sinaliza uma atividade melhor que o previsto em meio a um cenário de forte inflação.
Com isso, refletindo a busca por proteção, o dólar teve alta global. Aqui no Brasil, os mercados acompanharam o tom negativo do exterior, e o Ibovespa fechou com queda de 2,06% aos 111.716 pontos com giro financeiro de R$ 35,1 bilhões. Pesou sobre o índice o desempenho negativo das ações da Petrobras e seus pares, em linha com a queda de cerca de 5% do preço do petróleo no mercado internacional.
As ações do setor de Mineração e Siderurgia também recuaram hoje, apesar da alta de 1,34% do minério de ferro negociado em Dalian na China. O dólar frente ao real, em linha com o movimento no exterior, avançou 2,62% e fechou a sessão cotado a R$ 5,25. Os juros futuros registraram alta firme nos vencimentos de longo prazo e moderada na ponta curta, refletindo o exterior adverso.
Na agenda da semana que vem, a Ata do Copom, o Relatório de Inflação, dados de inflação e emprego serão os destaques da agenda doméstica.
No exterior, as atenções estarão voltadas para a divulgação do PCE e para discursos de membros do Fed.