A secretária espera que a inflação desacelere no próximo ano, mas disse que há riscos no cenário. A dirigente citou a guerra na Ucrânia, especialmente com o uso dos preços de gás e petróleo como armas no conflito. “Permanecemos vulneráveis aos choques da oferta”, afirmou. Desta forma, a americana acredita que a meta do Fed de 2% para a inflação pode não ser atingida já em 2023, mas crê que os preços devem ter uma desaceleração.
Yellen reconheceu que existem pressões inflacionárias que vem do mercado de trabalho, que está apertado, especialmente após a reabertura da economia seguindo o curso da pandemia de covid-19.
Questionada sobre previsões para os números da inflação e emprego nos próximos meses, Yellen preferiu não comentar, e reforçou a visão de que é importante a independência do banco central. Sobre o risco de uma recessão, a secretária afirmou que os EUA possuem hoje um dos mercados de trabalho mais apertados de sua história, e disse acreditar que o nível de emprego possa continuar elevado.