No fechamento, o Dow Jones subiu 2,83%, a 30.038,72 pontos, o S&P 500 ganhou 2,60%, a 3.669,91 pontos, e o Nasdaq avançou 2,23%, a 10.649,15 pontos.
O CPI dos EUA avançou 0,4% em setembro, acima da alta de 0,2% prevista por analistas consultados pelo Projeções Broadcast. O núcleo do CPI também subiu, 0,6%, além da expectativa de 0,4%. Na esteira dos resultados, os índices acionários abriram no vermelho.
Ao longo da sessão, porém, o movimento se reverteu e Wall Street se firmou no azul. Na avaliação de Edward Moya, analista da Oanda, a virada se deu com investidores convencidos de que o núcleo da inflação deve começar a cair nos EUA. “A política monetária está rapidamente se tornando restritiva e isso sem dúvidas reduzirá a inflação”, afirma o analista, que prevê que tal reversão “não dure muito”.
A inflação mais alta consolidou apostas para altas de 75 pontos-base pelo Federal Reserve (Fed) no próximo mês. De acordo com monitoramento do CME Group, na marcação, 99,3% das apostas eram para aumento nessa amplitude. Casas de consultoria e bancos, como Oxford Economics e ING, também reiteraram tal projeção.
NO S&P 500, o setor de finanças foi o que mais subiu, com JPMorgan (+5,56%), Bank of America (+6,13%) e Citi (+5,17%), por exemplo. Papéis de energia, como Chevron (+4,85%) e ExxonMobil (+3,49%), também se destacaram, na esteira da alta do petróleo.
Também hoje, a Netflix (+5,27%) lançou sua assinatura com propagandas, que custará a partir de US$ 6,99 por mês. Entre balanços, destaque para a BlackRock, cuja ação subiu 6,58%, após a gestora registrar lucro líquido de US$ 1,4 bilhão no terceiro trimestre deste ano. Tanto o lucro quanto a receita da BlackRock apresentam queda em relação a igual período do ano passado, mas vieram acima das expectativas do FactSet.