A investigação, iniciada a partir de movimentações tidas como atípicas nas negociações das ações da Unipar, se debruça sobre operações feitas antes da divulgação de um fato relevante pela companhia em 2 de junho de 2021. No documento, a Unipar informou ter celebrado com a Compass Minerals um acordo de confidencialidade para “analisar informações para uma possível operação” entre as duas empresas.
Procurado pelo E-Investidor, Luiz Barsi nega as acusações. Ele enviou uma nota de esclarecimento, reproduzida abaixo na íntegra.
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Sobre a investigação em curso na Comissão de Valores Mobiliários, a respeito do uso de informação privilegiada da UNIPAR, gostaria de esclarecer que:
1. Sou acionista cativo da companhia há mais de 10 anos, além de atuar como conselheiro de administração.
2 – A compra de ações ocorreu FORA do período de silêncio, portanto lícitas como previsto pela Resolução da CVM nº 44/21;
3- Se tratam de valores extremamente imateriais perante minha posição e perante o volume médio diário negociado;
4- Foram operações EXCLUSIVAMENTE de compra, como sempre preconizei, portanto, sem evidência de qualquer venda ou lucro auferido; Vale ressaltar que não tenho uma carteira especulativa e nem me respaldo em qualquer informação para aquisição ou venda dos meus ativos, valendo-me sempre dos meus princípios, que me guiam desde o início da minha vida como investidor. Em outras palavras, não tenho ativos de curto prazo, muito menos com o propósito direto de me beneficiar da rápida valoração de qualquer ativo, já que raramente vendo minhas posições.
Estou e sempre estive à disposição das autoridades, tenho plena convicção que nada de errado foi praticado por mim e a certeza de que, no curso da investigação, a verdade prevalecerá e esse equívoco será esclarecido.
Atenciosamente,
Luiz Barsi Filho