Ele declarou que o aumento dos juros norte-americanos devem ser menores em dezembro – na última reunião, as taxas subiram pena sexta vez em 2022, sendo o quarto aumento consecutivo de 0,75 ponto percentual.
Helena Veronese, economista-chefe da B.Side Investimentos, acredita que o BC estadunidense deve agora seguir com mais duas elevações de 0,50 ponto percentual e depois passar para 0,25. “Valor esse que é tradicionalmente mais comum no país do que a alta das últimas reuniões”.
Rachel de Sá, chefe de economia da Rico, destacou também que no mercado doméstico, apesar de importantes dados econômicos divulgados ao longo do dia (incluindo desemprego e endividamento do setor público), o foco seguiu no palco político. O principal índice da B3 subiu e as taxas de juros de longo prazo caíram, na esteira de sinalizações sobre a tramitação sobre a PEC da Transição.
“Os líderes do Congresso indicam que a proposta defendida pelo governo eleito não deve passar com facilidade, sem que sejam feitas mudanças no teor do documento (como um prazo menor para a exceção de despesas como o Bolsa Família do teto de gastos)”, destacou a especialista.
A notícia sobre o orçamento do próximo governo também afetou as cotações cambiais. Tanto que o dólar e o euro caíram -1,63% e -0,82% frente ao real na sessão, atingindo os R$ 5,20 e R$ 5,42, respectivamente.
No exterior, o S&P 500 valorizou 3,08%, o Dow Jones subiu 2,16%, enquanto o Nasdaq fechou com ganhos de 4,41%.
As três ações que mais desvalorizaram no dia foram: BRF (BRFS3), Braskem (BRKM5) e Marfrig (MRFG3).
BRF (BRFS3): -5,89%, R$ 9,42
Com a desvalorização do dólar, as companhias que são forte exportadoras protagonizaram as maiores quedas. Porém, o setor de frigoríficos ficou com o posto de maior queda no dia devido ao fato de que há uma fase de decadência do ciclo do gado nos Estados Unidos, o que reduz a sua disponibilidade no próximo ano.
“As questões nos EUA também podem gerar um efeito negativo sobre as margens, tendo em vista o maior custo”, afirmaram os especialistas da Terra. Dessa forma os papéis da BRF fecharam o dia com queda de 5,89%, a R$ 9,42.
A BRFS3 está em queda de 25% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 58,17%.
Braskem (BRKM5): -3,63%, R$ 28,14
Os papéis da Braskem fecharam o dia em queda de 3,63%, a R$ 28,14, após investidores optarem por vender suas posições que fizeram no pregão de terça-feira. Na véspera, os ativos terminaram com ganhos de 1,88%.
A BRKM5 está em queda de 16,52% no mês. No ano, acumula desvalorização de 49,21%.
Marfrig (MRFG3): -3,42%, R$ 8,75
Em linha com a BRF, a Mafrig também encerrou o dia com desvalorização de 3,42%, a R$ 8,75.
A MRFG3 está em queda de 18,22% no mês. No ano, acumula desvalorização de 57,09%.
*Com informações do Estadão Conteúdo