Ontem, o BC brasileiro decidiu manter a taxa de juros básica da economia, a Selic, em 13,75%. O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC avisou, ainda, que não hesitará em retomar o ciclo de alta caso o processo de desinflação não ocorra como esperado.
Os investidores no exterior aguardam cautelosamente as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e do Banco Central Europeu (BCE) na próxima semana, apesar das notícias de que o governo da região autônoma de Hong Kong estaria considerando a viabilidade de relaxar várias medidas de controle da pandemia de Covid-19 após a China continental adotar medidas no mesmo sentido.
Nesse ambiente, as principais Bolsas da Europa caminham para a sexta sessão consecutiva de perdas, enquanto os índices futuros de Nova York buscam alguma tendência mais definida – por ora, rondando a estabilidade. Apesar desta indefinição, os contratos futuros do petróleo operam em alta de quase 1%, recuperando parcialmente de perdas da sessão anterior, enquanto na madrugada os preços futuros do minério de ferro tiveram alta de 1,41% em Dalian, cotados ao equivalente a US$ 113,37/tonelada.
Agenda econômica
Brasil: A agenda traz a publicação das leituras de outubro para as vendas no varejo restrito e ampliado (9h), além de um leilão de títulos prefixados do Tesouro (11h), com a oferta de LTNs e NTN-Fs, e um leilão de linha de US$ 3 bilhões conduzido pelo Banco Central (10h25).
EUA: Saem os pedidos de auxílio-desemprego (10h30).
Europa: A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, participa de dois eventos abertos à imprensa (9h00 e 15h00).
China: No fim da noite, portanto com efeito prático para os mercados ocidentais apenas manhã, serão divulgados os dados de inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) de novembro (22h30).