Economistas estimam que o Fed poderá moderar o ritmo de alta dos juros (Fed Funds), elevando em 0,5 ponto porcentual. Se confirmado, as taxas de juros chegarão ao intervalo de 4,25 a 4,5% – o maior patamar em 15 anos. Após a decisão, as atenções estarão voltadas para entrevista coletiva do presidente do banco central dos Estados Unidos, Jerome Powell, que poderá trazer mais pistas sobre a condução de política monetária para 2023.
Na Europa, também são avaliados dados econômicos já divulgados, como a inflação ao consumidor do Reino Unido, que desacelerou para uma
alta de 10,7% em novembro na comparação anual, pouco abaixo do previsto e possivelmente indicando que o pico de inflação no país já passou.
Entre as commodities, os contratos futuros do petróleo avançam com a notícia de que a Agência Internacional de Energia (AIE) elevou suas projeções de demanda global para 2022 e 2023. Enquanto isso, os preços futuros do minério de ferro tiveram alta de 1,32% na madrugada em Dalian, cotados ao equivalente a US$ 116,48 por tonelada.
No cenário local, os investidores devem seguir atentos ao noticiário político-econômico, com destaque para as tratativas para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, enquanto avaliam a notícia de que a Câmara aprovou ontem à noite um projeto que altera a Lei das Estatais. Para os mercados, em um dia de tantos direcionadores, a volatilidade deve permanecer alta.
Agenda econômica
Brasil: A agenda reserva apenas a leitura do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) às 9h.
EUA: Destaque para a decisão de política monetária do Fed (16h), seguida de entrevista coletiva (16h30) do presidente da instituição, Jerome Powell.
Europa: A produção industrial da zona do euro frustrou ao mostrar recuo de 2% na leitura mensal de outubro, pior que a previsão de queda de 1,5%.