No fim da tarde em Nova York, o juro da T-note de 2 anos operava em alta a 4,246%, o da T-note de 10 anos reduzia a 3,447% e o do T-bond de 30 anos cedia a 3,495%.
Hoje, o BCE deixou claro hoje em sua decisão de política monetária que ainda tem um caminho a percorrer em termos de política monetária restritiva e que os juros permanecerão em sua taxa terminal por algum tempo, avalia o BBVA. O banco espanhol destaca a forte revisão para cima das projeções de inflação pelo BCE, o que tem contribuído para que a autoridade adote um tom restritivo.
Na visão do BMO Markets, conforme evidenciado pela impressão decepcionante das vendas no varejo de hoje, o ritmo de consumo recuou nos EUA. Custos reais de empréstimos mais altos já estão pesando sobre as avaliações de ativos no mercado imobiliário e nas ações domésticas, aponta, sugerindo que a próxima etapa será a erosão da demanda. “É com esse cenário que os investidores estão atentos à confirmação de que o Fed tem conseguido compensar o excesso de demanda que tem contribuído para a pressão de alta nos preços ao consumidor. Sustentamos que os deslocamentos causados pela pandemia e as subsequentes respostas políticas (fiscais e monetárias) eventualmente se normalizarão – especialmente devido à robusta reação hawkish do Fed este ano”, avalia.
Para o BMO, os índices de gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) desta sexta-feira são os únicos dados fundamentais que fornecerão informações sobre qualquer nova contração no sentimento comercial depois que, no mês passado, o índice de manufatura caiu abaixo de 50 pela primeira vez desde junho de 2020, enquanto os serviços marcaram abaixo de 50 pelo quinto mês consecutivo. Com o presidente Jerome Powell indicando que o Fed ainda não está em uma postura de política suficientemente restritiva, quaisquer ventos contrários crescentes enfrentados pelas empresas resultantes de condições financeiras mais rígidas contribuirão para a narrativa de pouso forçado que está se tornando cada vez mais consensual, analisa.