Em Londres, o FTSE 100, fechou em baixa 1,27%, a 7.332,12 pontos, enquanto o CAC 40, em Paris, caiu 1,08%, a 6.452,63 pontos, e o FTSE MIB, em Milão, cedeu 0,16%, a 23.688,16 pontos. Já em Madri, o índice Ibex 35 caiu 1,24%, a 8.117,18 pontos. O índice DAX, em Frankfurt, seguiu o movimento e fechou em baixa 0,67%, a 13.893,07 pontos. Por fim, na Bolsa de Lisboa, o PSI 20 cedeu 0,74%, a 5.689,36 pontos. As cotações são preliminares.
Hoje, o dirigente do BCE Olli Rehn disse à Reuters que a inflação alta deverá fazer com que a instituição mantenha o ritmo de altas de 50 pontos-base (pb) em fevereiro e março. A fala vai de acordo com a visão do dirigente Robert Holzmann, que destacou ao mesmo jornal que o BC europeu está comprometido com a redução da inflação.
Já o membro Mario Centeno alertou, também para a Reuters, que um aperto excessivo seria uma reação exagerada. Hoje, o Banco Central da Alemanha (Bundesbank) publicou relatório destacando que espera que a economia do país cresça 1,8% neste ano e sofra contração em 2023. Mais cedo, a Eurostat publicou que o CPI da zona do euro registrou alta de 10,1% em novembro na comparação anual, levemente acima da previsão do mercado, desacelerando após alta de 10,6% em outubro. Na contramão, o CPI na comparação mensal teve baixa de 0,1%, em linha com as expectativas.
A mesma agência publicou que o déficit comercial da zona do euro foi de 26,5 bilhões de euros em outubro, com alta nas exportações e nas importações na comparação anual.
O dia também for marcado pela publicação de diversos PMIs, incluindo o de serviços e da indústria da zona do euro, Alemanha e Reino Unido. Todos, com exceção ao PMI de serviços do Reino Unido, indicaram contração das atividades por estarem abaixo de 50. Segundo a Oxford Economics, com os PMIs, ainda há possibilidade de retração menor no Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro em 2022.