No fim da tarde em Nova York, o retorno da T-note de 2 anos tinha alta a 4,419%, o da T-note de 10 anos subia a 3,877% e o do T-bond de 30 anos avançava a 3,969%. Com relação ao ano anterior, houve alta de 3,669 pontos porcentuais, 2,330 e 2,046, respectivamente. Os rendimentos da T-note de 10 anos tiveram o maior ganho acumulado em dois anos desde o final do ano de 1981, avançando há quatro trimestres consecutivos.
Em 2022, o Fed elevou a taxa dos Fed funds da faixa de 0,25% a 0,50% para 4,25% a 4,50%, em uma tentativa de conter a inflação nos Estados Unidos, que contou com as maiores altas de preços em quatro décadas no país. O ano contou ainda com uma forte alta nos preços de energia, que seguiu especialmente a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro, mas que se arrefeceu ao longo de 2022 que terminou com o petróleo com cotações mais próximas do nível de antes da guerra.
Outro elemento de destaque foi a inversão na curva de juros, frequentemente apontada como um sinal de potencial recessão na economia americana. Os movimentos do Fed para tentar conter a inflação são vistos como potenciais impeditivos para a atividade.
Ainda assim, 2022 termina com um mercado de trabalho apertado nos EUA, com uma taxa de desemprego baixa para os padrões históricos. Na semana que vem, a ata da última reunião de política monetária do Fed será divulgada na quarta-feira, enquanto o relatório payroll de empregos de dezembro tem publicação marcada para a sexta-feira.
Além disso, os dirigentes do Fed voltarão a participar de eventos públicos, após uma pausa pelas festividades de final de ano.