No entanto, as empresas de energia estiveram entre as grandes beneficiárias do cenário global, que contou ao longo de 2022 com uma disparada nos preços dos combustíveis. Para o próximo ano, as perspectivas de uma recessão estão entre os grandes riscos para as ações.
Dow Jones teve baixa de 0,22%, aos 33.147,35 pontos, o S&P 500 teve queda de 0,25%, aos 3.839,52 pontos, e o Nasdaq caiu 0,11%, aos 10.466,48 pontos. Na comparação anual, as quedas foram de 8,93%, 19,65% e 33,51%, respectivamente.
A LPL Markets destaca em 2022 o aumento da inflação, o aperto sem precedentes da política monetária global, a batalha da China contra a covid-19, o aumento dos temores de recessão e a guerra Rússia-Ucrânia como alguns dos principais ventos contrários aos mercados.
Os serviços de comunicação se destacam com uma perda acumulada no ano acima de 40,4%, lembra, enquanto a fraqueza notável entre seus componentes de maior capitalização foi um grande obstáculo para o setor este ano. Por outro lado, das dez ações com melhor desempenho no S&P 500 este ano, nove residem no setor de energia.
Occidental Petroleum lidera a lista, com alta acima de 115%. Exxon Mobil também consta, com uma elevação de 79% no ano. A única exceção entre as dez é a First Solar, fabricante de painéis solares, que por acaso faz parte do grupo de tecnologia, e subiu 68% em 2022.
As ações têm espaço para cair se o sentimento do investidor continuar enfraquecendo em meio aos esforços do Fed para combater a inflação e arquitetar um “pouso suave” para a economia. Além disso, David Rosenberg, fundador da Rosenberg Research, escreveu em uma nota que as estimativas dos analistas ainda não refletem a realidade de uma possível recessão, mesmo que seja leve. “Tudo isso é para dizer que a prudência requer uma grande dose de cautela aqui e uma postura defensiva geral”, escreveu ele.