A previsão do WEF é de que a tecnologia criptográfica e a infraestrutura blockchain passem a ser controladas por instituições mais regulamentadas e estabelecidas. A organização compara o ponto de virada do mundo cripto com o que chama de estouro da bolha “pontocom”, quando ações de empresas de tecnologia passaram a cair nas bolsas de valores norte-americanas, após a euforia inicial com os novos serviços de internet no início dos anos 2000.
O WEF considera que a adoção da tecnologia criptográfica por parte de instituições financeiras é uma ação inevitável, citando como exemplo o banco JP Morgan, que realizou a primeira transação em blockchain no mês de novembro de 2022. Mesmo com os riscos existentes, as criptomoedas devem se fortalecer ao longo do tempo e continuarão a ter um papel de destaque no mundo financeiro global, principalmente nos países que fizerem esforços para regularizar o setor e permitir a concorrência responsável.
“A abordagem mais duradoura com todas as tecnologias revolucionárias é eliminar seus efeitos nocivos, colocando as tecnologias, como todas as ferramentas, nas mãos de atores responsáveis e incentivando seu uso responsável”, afirma o autor do artigo Dante Disparte, diretor de estratégia do WEF.