Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para março fechou em alta de 0,73%, a US$ 4,1965 a libra-peso. Por volta das 15h (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,29%, a US$ 9.195,50, por tonelada, na London Metal Exchange (LME). Segundo o Departamento do Trabalho americano, o CPI recuou 0,1% em dezembro ante novembro nos EUA, ligeiramente abaixo da mediana das estimativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast, que previam estabilidade do indicador. Na comparação anual, o avanço foi de 6,5%, desacelerando em relação ao ganho de 7,1% de novembro.
O dado impôs pressão sobre o dólar ante as principais moedas do mundo, o que tende a beneficiar commodities, ao torná-las mais baratas para detentores de outras divisas.
O Julius Baer aponta também para o efeito da reabertura da economia chinesa no recente rali do cobre. Após mais de três anos de rígidas restrições para o combate à covid-19, a China começou a afrouxar parte das medidas, que desaceleraram fortemente a atividade econômica no país. A nova postura acontece junto com política de estímulos ao setor imobiliário, que enfrenta grave crise de liquidez.
O banco alemão, no entanto, avalia que não houve mudanças nos fundamentos do mercado de cobre. “Acreditamos assim que a recuperação do humor do mercado não será acompanhada por uma recuperação da demanda no mesmo grau”, destaca.
Também na LME, no horário citado acima, a tonelada do alumínio avançava 2,63%, a US$ 2.552,50; a do chumbo ganhava 0,60%, a US$ 2.192,00; a do níquel saltava 6,94%, a US$ 27.750,00; a do estanho aumentava 5,62%, a US$ 28.010,00; e a do zinco se elevava 1,50%, a US$ 3.258,00.